Fomos entrevistados!

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O pessoal do ViraVolta nos entrevistou no final de 2015 e finalmente saiu o vídeo editado agora, após uma pausa deles pra cuidar da filha recém-nascida. Dá uma olhada nesses 15 minutinhos que talvez você possa se inspirar pra uma RTW também!

Nosso novo projeto: Mundo na Panela

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Mal havíamos começado nossa volta ao mundo e já tínhamos chegado na conclusão mais óbvia a que um mochileiro pode chegar: viajar é se entupir de comida! Claro, quando tem dinheiro, e quando dá, mas sim… basicamente viajar é comer os lugares. Nossas maiores lembranças não são de arquitetura, música, nem mesmo eventos com pessoas. Lembramos dos lugares com a barriga e decidimos matar a saudade da nossa RTW, que terminou meses atrás, com um novo projetinho: Mundo na Panela.

Viajar é comer

Viajar é comer

Mais

Melhores e piores da nossa volta ao mundo

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…ou os Grandes Prêmios Voltamundistas! No fim da viagem começaram a nos perguntar que lugares mais gostamos, onde não voltaríamos jamais, o maior problema que enfrentamos, a comida mais gostosa e tal, então numa conversa num barco (acho) fomos brincando de ver se concordávamos nas escolhas e saiu essa lista! Visitamos menos de 10% dos países que existem, mas já dá uma idéia do que se vê no mundo :-)

Certificado de vitória de cada lugar!

Certificado de vitória de cada lugar!

Melhor país pra relaxar: Tailândia :-D

Melhor país pra aventuras: Nepal, com uma menção honrosa pra África do Sul

Pior viagem que fizemos: Nepal pra Dani (de Kathmandu até o início do Circuito Annapurna em Besi Sahar) e no Egito (de Hurghada até Cairo de ônibus) pro Caio

Melhor cozinha: Espanha com folga, mas a França não perde muito em qualidade de ingredientes pra cozinhar em casa

Melhor prato que comemos: Moussaka na Grécia, embora um dal bhat nepalês com momos bem feitos dá água na boca!

Melhor transporte público: Suíça, mas a Espanha é páreo duro por ser bem boa e bem mais barata

População mais amigável: Grécia, fácil e sem pensar duas vezes!

Melhor relação de custo e benefício: Tailândia e África do Sul empatadas

Lugar com as melhores paisagens: Nepal em um empate técnico com a Nova Zelândia (dois extremos: um barato e outro caro)

Melhor infraestrutura de hospedagem: África do Sul tem albergues bons e baratos em todo canto, mas países asiáticos só perdem pela qualidade

Lugar mais estressante de todos: Egito

Melhor país pra mochileiros: Tailândia imbatível desde sempre nisso, com menção honrosa pra França por ter muito couchsurfing

Pior país pra mochileiros: Nova Zelândia, sim… contra a opinião geral, a não ser que você tenha muito dinheiro ou muito tempo pode se frustrar a cada curva lá

Maior surpresa no roteiro: Espanha, país incrível que não é muito bom de marketing

Maior decepção: Nova Zelândia, extremamente cara quase a ponto de não valer a visita se a Austrália hoje não fosse ainda mais cara

País pra voltar de novo só se for de graça: Singapura, ou talvez nem de graça

País pra voltar de novo no futuro: Grécia ;-) 

Aguardando ansiosamente por uma outra oportunidade de viajar pra distribuir mais “prêmios” voltamundistas pros outros 90% de países que não visitamos :-D

Meu safári linguístico por aí

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Como havia acabado de me formar quando começamos a volta ao mundo, eu estava bastante empolgado pelo que ouviria e veria relacionado a línguas viajando por aí — eu gosto de dizer por aí desse jeito. Naturalmente tinha uma boa dose de ingenuidade nisso, visto que passaríamos por lugares meio que conhecidos já, nada absurdamente exótico culturalmente, ou mesmo muito isolado, ou muito linguisticamente relevante hoje em dia. Contudo, consegui me divertir bastante reparando em detalhes no dia-a-dia e anotei tudo como recordação, abaixo. Claro, pra um linguista, simplesmente ter contato cotidiano por pouco tempo com uma língua não é suficiente… mas não dava tempo de estudar em nada nenhuma delas, é a vida. Me contentei com um safari por elas :-)

Linguistas, pessoas sérias

Linguistas, pessoas sérias

Viajamos por todos os continentes habitados, então era de se esperar ter contato com um número decente de línguas de famílias linguísticas diferentes. Se não me falha a memória, além de variantes européias e africanas do português, li e ouvi: um pouco de zulu, muito africâner e umas frases em xhosa; muito árabe egípcio, do qual até aprendi umas frases; grego; italiano; alemão e uma boa dose de alemão suíço; francês; espanhol em vários rebolados, língua basca e catalão; nepalês padrão e dialeto gurung em uns vilarejos e que não entendi muito, além de algumas coisas em línguas indianas que também não conheço, como hindi; muito tailandês gritado; malaio e a mistureba linguística que singapuranos falam; um pouco de vietnamita, que me pareceu bem suave; cambojano, ou língua khmer; maori, divertido nas ruas e na televisão; um pouquinho de japonês e coreano dos turistas e muito chinês mandarim e cantonês espalhado pelo mundo todo; inglês americano, britânico, irlandês, escocês, australiano, kiwi, sulafricano, singapurano e o pidgin, ufa, que todas as pessoas do mundo tentam falar de vez em quando!

Uma coisa é ler sobre uma língua qualquer, outra é ter a chance de ouví-las em uma viagem. Me diverti e matei muito tempo ouvindo pessoas conversando e tentando interpretar em símbolos fonéticos na minha cabeça o que elas estavam pronunciando. Devo ter ouvido outras línguas que não faço idéia em albergues e hospedagens por aí — falei que gostava de dizer por aí — e tentava sempre me entreter tentando adivinhar da onde a pessoa era. Se não soubesse identificar por nome a língua com alguma precisão, tentava adivinhar a região linguística onde a pessoa cresceu. E como a Dani sempre tava me perguntando qual língua alguém tava falando, por curiosidade ou estranhamento, então isso era também um tipo de “desafio ao galo” heheh.

Saber que alguém era do leste europeu ou do norte da europa era fácil até sem olhar pra pessoa, o que estragaria a brincadeira entregando na hora da onde ela era. Fiquei verdadeiramente satisfeito e com o ego massageado quando uma moça francesa que acabara de conhecer ficou impressionada por eu notar que ela era de Paris e não do sul da França, onde estávamos, mas na hora pareceu simples! Além disso, chegou uma hora na viagem que notar a diferença entre tailandês, chinês, coreano e japonês ficou trivial até, por tanto contato que tivemos com asiáticos :-)

Outra coisa muito legal e interessante foi ver e cof cof ler cof cof tudo com alfabetos alienígenas pra um brasileiro. Como muitas línguas usam alfabeto latinizado, isso não teve tanta graça em boa parte da viagem. Mas até aprendi a ler números em árabe, que parece difícil falando assim mas é mais simples do que se imagina, alguns números são até óbvios, e é bastante prático no dia-a-dia pelo oriente médio pra conferir preços, bilhetes etc. Cirílico até vimos em albergues e casas onde ficamos, mas foi praticamente um pouquinho ali, um pouquinho acolá, irrelevante.

Alfabeto grego foi outro que rendeu também, a Dani não entendia como eu sabia ler ele, mas era uma manha. O fato é que eu não sabia lê-lo mesmo e acabou, o que eu sabia era pra onde eu queria ir e os nomes dos pontos de referências nas cidades, então era só traduzir as letras deles pro som que eu conheço, arrendondar uns chutes do que é o que e pronto, truque barato mas eficiente pra impressionar as gatinhas na festa de fim de ano e de quebra não se perder pela Grécia!

Nepalês e línguas indianas pra mim ainda são um mistério, mas como me interesso pouco por elas nem fui muito atrás. Agora, línguas do sudeste asiático acabarem sendo legais porque as sutilezas e diferenças delas são bacanas de notar. Acho, mas sem muita certeza, que consigo dizer se um texto tá em tailandês ou cambojano só de bater o olho nele agora. Talvez eu perca esse super poder em breve, sem praticá-lo. Diferenciar japonês, chinês e coreano não conta porque é bastante fácil se você usar um pouco de observação. Difícil mesmo é entender aquilo :-)

Uma coisa engraçada em relação a entender o que tão falando é que tão logo notamos que muitas palavras soam como universais, a Dani e eu, Caio, começamos a falar em voltas. Explico. Você não pode simplesmente chegar num albergue e falar que um americano parece idiota por estar comendo sopa. American. Idiot. Soup. Ele vai entender. O exemplo é tosco mas é só pra explicar a idéia. Então, no lugar, você diz que tal gringo é besta ou bobo por estar comendo aquele caldo ou ensopado. Coisas assim, ou então apelávamos pra encavalar todas as palavras da frase e sem falar muito alto. Acredite, se bobear as pessoas entendem que você tá falando delas mesmo sem conhecer sua língua. Às vezes é meio constrangedor elas te olharem feio e você demorar uns segundos pra perceber a cagada.

Chegou uma hora em que só falávamos assim, com frases com o dobro do comprimento pra dizer “aquele cara do país onde fizemos tal coisa” porque o nome do país é óbvio demais em todas as línguas que encontramos, como, sei lá, França, ou Austrália. É como quando diziam algo sobre nós, brasileiros. Brasil é um termo quase intraduzível, acho que só orientais tem termo próprio pra gente, então é fácil saber e reparar quando tão falando algo de você e pegar a pessoa no flagra.

Pessoas monolíngues não sabem o que estão perdendo. É uma lástima enorme se você só fala uma língua, como a maioria absoluta dos brasileiros. O mundo não é nem nunca foi monolíngue, e nem será. Nunca vou entender esse orgulho idiota, nacionalista até, que os brasileiros tem em não saber ou mesmo querer aprender outras línguas. Tudo bem, o Brasil é enorme e auto-suficiente em questão cultural e linguística, as pessoas não precisam aprender outras línguas de fato a não ser por pressão econômica hoje em dia. O problema é esse não querer, que é atitude padrão. É totalmente limitante pra um povo, até fisiologicamente pra um indivíduo.

Por falar só inglês e entender um pouco de outras línguas (como espanhol que aprendi suficiente pra conversar e italiano, que pra surpresa da Dani até hoje não faço idéia como compreendia as pessoas falando na rua sendo que nunca o estudei [talvez resultado de ter estudado latim um pouco {ou foram os genes da família falando}, sei lá]) ainda me sinto envergonhado viajando. Eu devia falar outras línguas. Pelo menos outras duas! Quanto melhor os binóculos melhor o safári! Sacou a piada? Imagine falar somente português e mais nada, e perder tudo o que tem aí fora… e ainda ter orgulho da própria estupidez…

Feliz 2014!

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Chegou a hora de dar tchau pra 2013, um ano que pra gente foi inesquecível. Foi o ano de realizar o que ficou na cabeça e no papel por muito tempo, de conhecer lugares onde nunca imaginamos estar, de realizar sonhos e de aprender muito!

Mas o melhor de tudo é que 2014 está chegando novinho em folha, pra gente fazer dele o que quiser. Já que é hora de renovar os votos, pra todo mundo que deu uma passada por aqui esse ano, para 2014 desejamos…

Que tenha fartura…

Caio devorando um sanduichezinho em Sorrento, na Itália

Caio devorando um sanduiche humilde em Sorrento, Itália

…mas também saiba ser criativo nas dificuldades.

Sanduíche de ovo era o que tinha pra comer em Lauterbrunnen, Suíca.

“Sanduíche de ovo” era o que tinha pra comer em Lauterbrunnen, Suíça.

Que faça novos amigos.

Dani e Jorda, nosso colega de quarto em Johanesburgo, África do Sul

Dani e o Jorda, o lobo da nossa couchsurfer em Johanesburgo, África do Sul

Que tenha tempo pra relaxar…

Curtindo o descanso e a vista em Plettenberg Bay,  África do Sul

Curtindo o descanso e a vista em Plettenberg Bay, África do Sul

… mas que não falte ânimo pra chegar o quão alto quiser chegar!

Caio e Dani a 5.419m no Thorung La Pass, no Nepal

Caio e Dani à 5.419m em Thorung La, Nepal

Que se permita ser meio bobo às vezes.

Caio curtindo uma água de coco em Siem Reap, Cambodia

Caio curtindo uma água de coco em Siem Reap, Cambodia

Que tenha coragem sempre que precisar.

Dani atravessando o precipício a caminho do Tilicho Lake, no Nepal

Dani atravessando o precipício a caminho do Tilicho Lake, Nepal

Que não tenha medo de experimentar coisas novas.

Um bichinho no nosso Pad Thai em Bangkok, na Tailândia

Um bichinho no nosso Pad Thai em Bangkok, Tailândia

Que vença medos de infância.

Dani faceira plantando bananeira em Koh Lanta, na Tailândia

Dani faceira pela primeira vez plantando bananeira em Koh Lanta, Tailândia

Que realize algum sonho.

Dani saltando para o primeiro mergulho em Koh Tao, Tailândia

Dani saltando para o primeiro mergulho em Koh Tao, Tailândia

Que conheça lugares famosos…

dani e Caio no Musou do Louvre, em Paris, França

Dani e Caio no Museu do Louvre em Paris, França

…mas também paraísos escondidos.

A praia linda, isolada e vazia de Agia Theodotis na ilha de Ios, da Grécia

A praia linda, isolada e vazia de Agia Theodotis na ilha de Ios, Grécia

Que saiba improvisar!

A bota abriu no meio da trilha no Nepal? Silver Tape nela!

A bota abriu no meio da trilha no Nepal? Silver Tape nela!

Que finalmente comece a malhar…

Caio provando que é forte nas Pirâmides de Giza, no Egito

Caio provando que é forte nas Pirâmides de Giza, Egito

…ou que finalmente comece aquela dieta.

Lanchinho da tarde em Avignon, na França

Lanchinho da tarde em Avignon, França

Que veja que o melhor da vida é de graça! Seja uma paisagem…

Matheson Lake, Nova Zelândia

Mount Cook e seu reflexo no Matheson Lake, Nova Zelândia

…ou dormir de conchinha!

Luffy e Nesquick, nossos colegas de quarto em Barcelona, na Espanha

Luffy e Nesquick, nossos colegas de quarto em Barcelona, Espanha

Que contemple.

Caio no alto da Table Mountain, na Cidade do Cabo, Áfica do Sul

Caio no alto da Table Mountain na Cidade do Cabo, Áfica do Sul

Que sinta.

Dani no templo de Philae, em Aswan, no Egito

Dani no templo de Philae em Aswan, Egito

Que tenha companhia pra dividir tudo isso!

Lake Taupo, na Nova Zelândia

Lake Tekapo, Nova Zelândia

Que ame… ame muito.

Smack no Tilicho Lake, Nepal

Bitoca no Tilicho Lake, Nepal

E por fim, que nunca se esqueça do mais importante…

Nosso presente de partida que está guardando nos esperando em Curitiba :)

Nosso presente de despedida que tá nos esperando em Curitiba, Brasil :-)

Feliz 2014! :-)

Ano novo de bicicleta por São Francisco!

Ano novo de bicicleta por São Francisco!

Nossa nova casa

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Minha casa e meus pertences (Rogério Oliveira)

Um dia, conversando com uma amiga, ela me perguntou como é ficar esse tempo todo sem nada. Peguei um susto pois achava que tinha tudo. Na hora fiquei sem resposta e fiquei pensando sobre isso por uns dias. Deveria ter respondido assim:

Tenho um quarto que nem sempre é só meu, mas não me importo em dividi-lo. E ele tá sempre diferente, ora com uma cama de solteiro, ora com vários beliches, pra não enjoar. A decoração também sempre muda: a cortina, os quadros da parede e a mesinha nunca permanecem no mesmo lugar. A vista da janela, que engraçado, está sempre mudando, tem umas horas que vejo e tem uma praia, depois tem um templo, outra hora eu me espanto e só vejo prédios e quando eu volto só vejo montanhas. Tem vezes que o quarto nem é meu, mas o dono faz com que eu me sinta como se estivesse em casa, então pronto o quarto agora é meu também.

Meu guarda-roupa eu carrego nas costas, ele não tem prateleiras, gavetas e nem cabides mas tem todas as roupas que preciso, um chinelo e um tênis. Basta. As coisas mais importantes de uma estante andam comigo: livros, computador, caderninho de anotações e uma caneta. Porta-retrato? Não preciso, penduro na memória a imagem do lugar ou das pessoas que gosto. Agenda também não se faz necessária, vou resolvendo os compromissos à medida que eles surgem, não tem nada preestabelecido, a ordem do dia é ditada de manhã ou na noite anterior. Tenho sempre cama com lençóis limpos e levo minha toalha, que na verdade não é uma toalha de verdade e sim uma fralda da Sofia (minha afilhada) que enxuga muito bem, seca rápido e não pesa nem ocupa espaço.

Não uso relógio, hora de comer é quando me dá fome, hora de dormir é quando não aguento mais de sono, hora de voltar pra casa é quando estou cansado e a hora de sair é quando termino de trocar de roupa. Se não tem viagem marcada, a hora de acordar é quando o corpo acha que descansou o suficiente.

Tenho uma máquina fotográfica, que se encarrega de congelar e eternizar as cenas que tenho visto. As imagens capturadas por ela ajudam a dar forma nas histórias que conto e vão me fazer viajar quantas vezes eu quiser depois que eu voltar pra casa.
Tenho sempre banheiro, seja ele perto do meu quarto ou em algum lugar pelo caminho. Ultimamente muitos de meus banheiros nem tem vaso, só um buraco no chão mas faz o mesmo efeito. O que poderia estar na prateleira, levo numa pequena bolsa: escova, pasta, sabonete e desodorante.

A sala de estar eu troco sempre, umas tem televisão que nunca assisto, outras têm sofás onde sentam pessoas que não conheço.Taí uma boa oportunidade de fazer novas amizades e trocar uma ideia. Ás vezes tenho estantes na sala com outros livros, revistas, jogos que nem sei jogar… Mas normalmente, na sala de casa sinto uma atmosfera vibrante, cruzo com pessoas sentadas no mesmo barco que eu e estão remando para lugares aonde já fui ou pra onde estou indo.

Tenho usado bem pouco a cozinha, tenho sempre quem cozinhe pra mim, não preciso de panelas, fogão e liquidificador. O menu é sempre diferente, escolho o que me apetece e o que minha curiosidade pede. A mesa e as cadeiras estão sempre dispostas de forma diferente no café, no almoço e no jantar. Não tenho aquele monte de coisa amontoada na gaveta nem no armário: peço emprestado o prato ou a tigela, o copo e os pauzinhos (talheres). O bom é que não preciso lavar tudo depois, é só levantar e sair. Não tenho geladeira, mas sempre tenho minha garrafa pra beber água depois de escovar os dentes antes de dormir. Não tenho minha goiabada pra comer depois do almoço, mas sempre acho um mercadinho pra comprar um doce.

Sem dúvida, a parte da minha casa que mais gosto é o quintal. Ele também sempre muda cada vez que passo pela porta. Acho que não é uma porta, é um portal mágico. Lá nem sempre as pessoas falam a mesma língua ou têm a mesma religião. As fisionomias mudam assim como a moeda que elas usam pra comprar coisas tão diferentes. Tem hora que estou no meu quarto, tão compenetrado no que estou lendo ou escrevendo, que até esqueço que no meu quintal tem um outro mundo completamente diferente. No meu quintal não tem plantas para regar, um cachorro abanando o rabo pra mim e nem roupas no varal, mas tem o que me deixa profundamente feliz: o mundo.

“Queria saber o que estão pensando agora”

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Resposta simples: dá uma olhada e ouça as músicas que botamos numa espécie de rádio da nossa viagem, talvez ajude a entender o que estávamos, estamos, e o que estaremos sentindo muito em breve. Cada música tem um motivo pra estar ali, na lateral do site, são todas nossas favoritas por algum motivo bem especial.

Thunder Road, Bruce Springsteen
Dog Days Are Over, Florence and The Machine
Roll Away Your Stone, Mumford & Sons
Absolute Beginners, David Bowie
Dancing in the Street, Bowie David
Sea Of Love, Cat Power
Tree Hugger, Antsy Pants
Upside Down from Here, Atom and His Package
Falling in Love, NOFX
Champs Elysees, NOFX
Don’t Worry Be Happy, Bobby McFerrin
Sunday Morning Coming Down, Me First and the Gimme Gimmes
You’re Wrong, NOFX
No Ceiling, Eddie Vedder
Rise, Eddie Vedder
Society, Eddie Vedder
Guaranteed, Eddie Vedder
O Vento, Los Hermanos
La Mer, Charles Trenet
Freedom, Yothu Yindi
Adagio, Albinoni
Autobahn, Kraftwerk
Around The World, Daft Punk
Rebels of the Sacred Heart, Flogging Molly
The Son Never Shines, Flogging Molly
If I Ever Leave This World Alive, Flogging Molly
Expressway to Your Heart, Blues Brothers
No Particular Place to Go, Chuck Berry
Walk Like An Egyptian, Bangles
Leaving on a Jet Plane, Frank Sinatra
I’m Gonna Be (500 Miles), The Proclaimers
Living La Vida Loca, The Toy Dolls
Hakuna Matata, Lion King
Make Your Own Kind of Music, The Mamas & the Papas
Shine, Laura Izibor
Vienna, Billy Joel
Homeward Bound, Simon & Garfunkel
Forever Young, Bob Dylan
Crazy, Me First and the Gimme Gimmes
Much Too Young (to Feel This Damn Old), Me First and the Gimme Gimmes
The Cave, Mumford & Sons
Highway 101, Social Distortion
Stars, Les Miserables
Live Before You Die, Social Distortion
One More Hill, Greg Graffin
Hay un amigo en mi, Gipsy Kings
Everybody’s Changing, Keane
Sin ella, Gipsy Kings
Luzeiro, Almir Sater
Flowers Are Pretty, The Vandals
Alright, Super Grass
The Final Countdown, The Toy Dolls
So Long, Farewell, The Vandals
A Walk, Bad Religion
Better Things, Marky Ramone
Blind, Face to Face
Because You’re Young, Cock Sparrer
We’re Coming Back, Cock Sparrer
I’m On My Way, The Proclaimers
Cool Kids, Screeching Weasel
O pastor, Madredeus
Bicho De 7 Cabeças, André Abujamra
Ouro De Tolo, Raul Seixas
Wake Up, Arcade Fire
As ilhas dos Açores, Madredeus
Always Look On The Bright Side Of Life, Monty Python
Viva la Vida, Coldplay
O Trenzinho Caipira, Kraunus Sang & Maestro Pletzkaya
Velha e Louca, Mallu Magalhaes
Shake It Out, Florence and the Machine
O Conforto dos teus Braços, Rita Ribeiro
Eat the Meek, NOFX
On the Road Again, Willie Nelson
Perhaps Love, John Denver
The Galaxy Song, Monty Python
Trans Europe Express, Kraftwerk
Rubber Biscuit, Blues Brothers
Festival, Sigur Rós
Bring Him Home, Les Misérables
After You’re Gone, The Proclaimers