Transportes alucinantes pelo sudeste da Ásia

2 comentários

Desde o começo da nossa volta ao mundo temos tentado variar bastante os meios de transporte que usamos entre cidades (e dentro delas), pra experimentar de tudo mesmo. Na Ásia, apesar de um pouco apreensivos inicialmente, não poderia ter sido diferente e ter valido mais a pena. Se você tem curiosidade com relação à preços no sudeste do continente, tem medos se funciona ou não, quer saber da qualidade e eficiência nos transportes por ali… pode ficar tranquilo: é barato, flexível e funciona bem.

Experimentamos de tudo na região, sentamos nossas bundas em vans, micro-ônibus, ônibus normais, paus-de-arara, caçambas de caminhonetes, balsas, barcos a remo e motorizados, trens, aviões, motos, carros e tuk-tuks. Reservamos um post inteiro pra falar sobre isso agora, porque se no norte do continente se tem trens bala, metrôs com mil linhas e chão tão limpo que se pode lamber etc. No sudeste é tudo mais hardcore e poucos falam do que tem ali!

Ônibus

É a forma mais barata de viajar entre cidades na Ásia, mesmo entre países. Usamos ônibus no Nepal, Tailândia, Malásia e Cambodia. Quando a viagem é de dia, os ônibus lembram os convencionais do Brasil, não muito espaçosos, mas todos eles com ar condicionado (que com o calor que faz na Ásia é item básico).

Eles gostam de colocar o nome de “vip” para indicar os ônibus que tem uma qualidade melhor e vão transportar na maioria turistas, mas quase sempre tinha locais viajando nos mesmos ônibus, o que mostra que o preço não é tão mais alto assim. Se você estiver se sentindo aventureiro, dá pra ir até uma estação de ônibus dos locais pra tentar pegar um ônibus menos “vip” mas a vantagem não vai ser grande, garantimos: você não vai conseguir pagar o mesmo que eles, certamente vão cobrar de você a “taxa turista” e o preço final vai acabar saindo o mesmo do ônibus “vip”, mas por uma qualidade menor e sem a segurança de te avisarem onde esperar e onde descer etc.

Em todas as vezes que viajamos à noite de ônibus nos surpreendemos com a qualidade. Os ônibus noturnos são bem melhores que os diurnos, em geral melhores até que no Brasil. Costumam ter televisão, cobertor e reclinam bem. De Hat Yai, na fronteira da Tailândia, para Kuala Lumpur, na Malásia, pegamos um ônibus noturno que as poltronas eram praticamente camas e com o dobro de largura de um assento (só três por fileira), o ônibus mais confortável que já viajamos na vida!

Ônibus na Tailândia são decorados por dentro, com babados e tudo

Ônibus na Tailândia são decorados por dentro, com babados e tudo

Vans e micro-ônibus

Viajamos de van no Nepal, Tailândia e Cambodia para viagens curtas de até 4 horas, ou transporte até cidades próximas para passeios específicos. É o normal pra todo mundo. O problema é que muitas vezes não se sabe disso até chegar no lugar e ver que o ônibus na verdade é uma van, que foi bem o nosso caso quando compramos o ônibus de Siem Reap, no Cambodia, para Bangkok, na Tailândia, e descobrimos que tínhamos que trocar por uma van apertada nas 4 últimas horas de viagem. No Nepal, o ônibus “vip” de Kathmandu para Pokhara custava muito caro e pegamos um micro-ônibus local para fazer o trajeto que leva 8 horas, viagem épica que entrou para a história como uma das piores viagens que já tivemos que enfrentar. Em resumo, viajar de van ou micro-ônibus é apertado e ruim, mas não tem muito pra onde fugir, você vai acabar usando porque é como fazem “conexões” por terra.

Oito horas nisso pelas "estradas" no Nepal \,,/

Oito horas nisso pelas “estradas” no Nepal \,,/

Barcos

Viajamos bastante de barco na Tailândia pois visitamos três ilhas em duas costas diferentes: Koh Tao, Koh Lanta e Ko Phi Phi. Dizem que os barcos noturnos de baixa velocidade e com colchões no chão para as pessoas dormirem são ruins e desconfortáveis, mas nós só experimentamos os de alta velocidade (pois eram os que estavam inclusos nos pacotes que compramos nas vilas, dos quais falamos mais pra frente). No golfo da Tailândia (onde ficam Koh Pagnan, Koh Samui e Koh Tao) a principal empresa é a Songserm, e achamos os barcos bem confortáveis e rápidos. Na região do Mar de Adaman do outro lado do país (onde ficamm Koh Lanta e Koh Phi Phi) existem várias empresas pequenas que fazem transportes. Para chegar até Lanta pegamos uma balsa, e de lá fomos até Koh Phi Phi com um barco de alta velocidade bem similar aos da Songserm.

Em geral é impossível não fazer uma viagem de barco pelo sudeste da Ásia sem usar algum outro meio de transporte que mencionamos nesse post. Sempre encaixam uma van, ou uma caminhonete, ou um tuk-tuk ou algo do tipo como conexão do e para as embarcações. Elas foram sempre limpas, pelo que nos lembramos, com deques decentes até pra viajar fora do barco vendo a paisagem. Ou dentro, com ar condicionado. Na verdade algumas delas até tinham algo similares a bares vendendo lanches e bebidas pros que se esqueceram de comprar algo antes de embarcar. Dá pra imaginar a qualidade das viagens, nada mal.

Barco fechado super decente e rápido na Tailândia

Barco fechado super decente e rápido na Tailândia

Táxis de todo o tipo

Usamos táxi no Nepal, Tailândia e Cambodia, e cada um tem o seu estilo mais comum: carro, tuk-tuk, moto ou caminhonete. O que todos eles têm em comum é a negociação de preços que tem que ser pesada e feita antes de entrar no táxi, se possível já perto do valor trocado que tem na carteira já que ser roubado na hora do troco não é incomum. Vale discutir mas não é eficiente, fazer cara de bravo e virar as costas ainda é a melhor estratégia pra começarem a te dar descontos! No Nepal a forma mais frequente são os carros velhos deles, apesar de encontrar bastante tuk-tuk de bicicleta nas ruas de cidades grandes.

Os táxis rosa-choque de Bangkok

Os táxis rosa-choque de Bangkok

Nas ilhas da Tailândia os táxis são quase sempre caminhonetes enormes que levam as pessoas e suas mochilas na caçamba. Às vezes tem escadinha pra subir e lugar pra segurar, às vezes tem que escalar pra conseguir subir e ficar se equilibrando nos banquinhos de madeira que colocam lá, emoção pura enquanto correm feito loucos. Nas demais cidades da Tailândia e no Cambodia o jeito mais normal de se transportar são os famosos tuk-tuk feitos de moto, que além de serem mais baratos que táxis comuns são mais rápidos porque conseguem furar um pouco o trânsito. Em alguns casos os táxis são mais alternativos: em Bangkok enviaram um táxi para nos buscar que era uma moça dirigindo uma scooter, que levou eu e o Caio juntos na garupa. Pra levar a galera da estação de ônibus até o porto de Surat Thani, na Tailândia, o táxi que estava incluso era um pau-de-arara cheio de gente com cara de sono no meio da madrugada.

Tuk-tuk à mil por hora no Cambodia

Tuk-tuk à mil por hora no Cambodia

Avião

Viajamos de avião duas vezes na Ásia. O vôo do Nepal para a Tailândia fazia parte do nosso bilhete RTW e viajamos de Thai Airlines, a melhor companhia aérea de toda a viagem. O serviço de bordo deles é excelente, comida muito boa, simpáticos e o entretenimento de bordo é simplesmente o melhor com filmes recentes. Fizemos também de avião o trecho de Singapura para Phnom Penh, no Cambodia, pois encontramos uma passagem pela Tiger Airlines pelo mesmo preço de se viajar de trem mais ônibus dando a volta no golfo todo. Foi a primeira vez que viajamos com companhias de baixo custo com as nossas mochilas como bagagem de mão e estávamos um pouco apreensivos, mas eles nem quiseram pesar (nem olharam pra elas, na verdade). Na hora do check-in implicaram um pouco porque a gente estava indo para o Cambodia sem passagem de volta, pois íamos comprar a saída do país de ônibus lá mesmo, mas quando mostramos que tínhamos passagem aérea marcada para sair da Ásia via Bangkok eles nos liberaram. Se procurar com antecedência dá pra achar ótimos preços, quanto maior a distância mais chances tem de o preço de avião bater o preço de viajar com outro meio de transporte.

Trem

A gente queria ter viajado mais de trem pela Ásia, mas o trecho que queríamos fazer de Bangkok até Chiang Mai, no norte da Tailândia, estava temporariamente fora de serviço. Acabamos experimentando somente o trecho de Kuala Lumpur a Singapura, uma viagem de 8 horas durante o dia mesmo pois era mais barato. O trem diurno é bem simples e viajamos sentados, mas pra quem prefere o conforto de viajar deitado tem também o trem noturno com camas, que pelo que dizem são muito boas. Trem não é conhecido como um transporte muito comum no sudeste asiático, mas dá pra atravessar a Tailândia de trem, ir de trem até os portos para as ilhas, ir para a Malásia e Singapura e até atravessar o Vietnã inteiro de trem! Foi uma pena não podermos ter viajado mais assim, mas pra quem interesse é fácil achar online todos os detalhes da malha logística e ferroviária do sudeste asiático.

Pacotes de transporte

Taí o que mais nos chamou a atenção durante nossas viagens pelo sudeste asiático: a facilidade de viajar. Em qualquer outro continente, viajar independente é muito mais barato do que comprar pacotes por agências de viagem. Mas não no sudeste asiático, não mesmo. Quando chegamos na Tailândia estávamos com todo o nosso trajeto de viagem e os preços mais ou menos projetados na nossa cabeça, como sempre fizemos, e tivemos uma surpresa em descobrir que os hotéis e até os albergues mais simplórios esquematizavam todo o transporte para onde a gente quisesse pelo mesmo preço (e às vezes até mais barato) de comprar as passagens sozinhos.

A primeira vez que fechamos um desses pacotes foi saindo de Bangkok, e ele incluía um ônibus até a cidade de Surat Thani, transporte até o porto e o barco até a ilha de Koh Tao para fazer nossos cursos de mergulho. Às 4h da manhã o ônibus parou e falou para nós e outras três pessoas descermos e esperar ali, o único lugar iluminado da rua, que em meia hora viriam buscar a gente pra levar pro porto. Descemos morrendo de medo, obviamente. De sermos assaltados, de chegar o tal transporte e quererem cobrar um extra pra nos levar até o porto e depois extra pra ir até a ilha etc. Já tinham pegado nossa passagem e nos deixaram apenas com um adesivinho na camiseta como recibo, vai saber. No final deu tudo certo, o transporte apareceu na hora combinada e chegamos ao nosso destino tranquilamente.

É muita tecnologia esse controle com adesivo nas camisetas. Todas as vezes que viajamos foi assim: pegam o seu bilhete e colam um adesivo na sua roupa com a cor ou formato indicando o seu destino. Quer saber se está no grupo certo? Olhe para o tipo do adesivo das pessoas perto de você, se for o mesmo que o seu você está bem! Nas primeiras vezes desconfiávamos muito, perguntávamos 500 vezes para onde estávamos nos levando, mas finalmente entendemos: não importa quem te vendeu ou quanto você pagou, se você está com o adesivinho certo colado em uma parte visível do seu corpo eles vão te levar onde você precisa ir com stress beirando a zero :-)

Compramos vários bilhetes incluindo os mais variados tipos de transporte e não tivemos nenhum problema, em todas as vezes apareceu alguém pra buscar a gente na hora combinada e nunca quiseram cobrar extra em nenhum trecho. Acima tem uma tabela com os gastos entre cidades e países na Ásia, pra referência.

O pacote mais absurdo que compramos foi para atravessar a Tailândia, saindo de Koh Tao até Koh Lanta, cruzando o país de costa a costa horizontalmente. Isso incluía táxi da pousada até o porto de Koh Tao, um ferry para Surat Thani (passando por Koh Samui e Ko Phangan no caminho) e ônibus em Surat Thani até Krabi. No dia seguinte, táxi até o porto de Krabi, van do porto de Krabi até um terminal de balsa e depois a mesma van até a porta do nosso bangalô em Koh Lanta. Serviço de porta a porta pra atravessar o país inteiro? Fala sério. Agora imagine o trampo de comprar cada um desses trechos isoladamente e fazer os horários encaixarem… não vale a pena fazer sozinho.

A lei dos transportes pela Ásia é a seguinte: não adianta querer fazer nada com antecedência ou agendar pela internet, o melhor jeito é chegar no lugar e resolver. De horários a preços. A gente costuma fazer tudo com antecedência e organizar tudo antes pra prever gastos e evitar imprevistos, então pra gente foi meio difícil entender isso no começo mas não tem muito como fugir dessa regra.

Com hospedagem é a mesma coisa. Vale a pena olhar o site do Hostel World e similares para entender quais são as opções nos lugares que irá visitar, mas a maior parte deles cobra mais ou até o dobro se reservar online. Chegue primeiro na cidade e vá perguntar quanto custa uma cama na hora e te falarão um preço bem mais camarada. Se não gostar, tente sair pela porta pra procurar outro lugar e os descontos começam a soar nos ouvidos. Logística no sudeste da Ásia é bem mais tranquilo do que se imagina, pode confiar que é disso que sobrevivem e sabem fazer direito :-)

Custos das trilhas no Circuito Annapurna

4 comentários

Quando começamos a pesquisar sobre trilhas no Nepal simplesmente não achávamos uma resposta pra uma pergunta tão simples: quanto diabos temos que levar pras montanhas em dinheiro, se lá não tem bancos? Aparentemente ninguém se importa com orçamento aqui por ser um dos países mais baratos do mundo, mas se engana quem acha que em trilha você não gasta muito.

Dal bhat, seu companheiro de aventuras e economia

Dal bhat, seu companheiro de aventuras e economia

Resolvemos ir compilando preços quando os víamos nas vilas, assim que chegávamos, pra não esquecer. Trabalho de mestre hein, e como a inflação aqui não é muito problema, dá pra considerar que nosso trabalho vai durar um bom tempo pra quem tá planejando uma viagem solo e independente pelo Circuito Annapurna :-)

Basicamente essa planilha aí em cima diz tudo e mais um pouco que você precisa saber de gastos nas montanhas do Nepal. É impossível alguém sozinho gastar o total diário que tá ali consumindo tudo isso! Então tire uma média, veja o que comeria ou não, sei lá, divirta-se com os dados! Botamos a altitude também, porque obviamente elas influenciam nos preços.

Apenas algumas observações, que botamos em inglês na planilha pra servir pra mais gente: o custo de hospedagem é negociável, mas costuma acompanhar o valor de uma refeição média conforme sobe a altitude, nunca é mais que um dal bhat; os preços das cervejas baratas são pra latas mas elas costumam ser garrafas; dal bhat é sua dieta básica de arroz, sopa de lentilha, vegetais ao curry, pickles e um pão nepalês tipo torrada, e você pode sempre repetir o prato de graça; águas minerais são garrafas de um litro e vem seladas; ovos costumam vir em pares, cozidos na hora; a soma total é obviamente artificial, ninguém consome tanto num dia. Essas vilas naturalmente são só uma amostragem, mesmo porque os preços são tabelados por distritos e não varia tanto a cada assentamento minúsculo que acha no caminho. Tudo é em rúpia nepalesa, que custa 10 centavos de dólar cada.

Dito tudo isso, é perfeitamente possível se planejar e saber quanto levar na carteira. E mais importante! Derruba o mito gringo completamente idiota de que uma pessoa gasta entre 30 e 60 dólares por dia, sozinha! Um absurdo quanto essa gente rasga de dinheiro, nós em média gastamos entre 15 e 25 dólares pro casal, incluindo já café da manhã, almoço, jantar e hospedagem… vai vendo :-)

Saúde around the world

4 comentários

Quando se viaja pra longe e por tanto tempo, é certo e natural que coisas dêem errado em algum ou vários momentos. Só que tem uma coisa que nos causa um medinho especial: ficarmos doentes.

Quando falo de ficar doente, não me refiro a uma gripe, enxaqueca, prisão de ventre, joelho ralado, essas coisas passam com um remedinho básico ou uma boa dose de paciência, senta e espera. Estou falando aqui de malária, febre amarela, sarampo, difteria, mal de altitude… aí o bicho pega!

Após algumas pesquisas, descobrimos que existe uma clínica aqui em Curitiba especializada em medicina do viajante! Nos consultamos com o Dr. Jaime Rocha e gostamos bastante das dicas e das preocupações dele, que agrupamos no resto deste post :-)

Remédios

“Não mãe, não dá pra levar a farmácia inteira dentro da mochila” :-P

Embora a gente possa ter 365 tipos diferentes de incômodos, muitos deles são suportáveis sem ser necessário utilizar medicamento. A dica é focar em dois grupos de remédios: os de sempre e os de nunca.

Os remédios de sempre são aqueles que nunca faltam na sua casa e que você costuma tomar, para os incômodos que você tem com frequência. Eu tenho crises de rinite de tempos em tempos, então estou levando o remédio que eu tomo habitualmente. O Caio tem enxaquecas e está levando o remédio “preferido” dele.

[do action=”caio”]que fique registrado que por mim só levaríamos os remédios realmente pra casos extremos, remédio de dor de cabeça é demais…
[/do]

Os remédios de nunca, são aqueles que seu médico vai receitar e que é importante você levar, mas você torce pra eles voltarem fechadinhos e você doar para algum hospital. Na nossa lista estão remédios para diarréia brava, vômito estilo exorcista, crise alérgica forte, candidíase e cistite. Não quero não, obrigada :-)

Uma palavra muito importante: receita! Uma sacolinha cheia de remédios é um prato cheio para aquele mala te barrar na entrada de algum país. Por isso, peça para seu médico fazer uma receita em inglês dizendo que é seu médico, que você estará viajando por um período longo de tempo e que por isso precisa carregar os remédios X, Y, Z.

Vacinas

Nessa parte, o médico do viajante foi essencial. Em nossa primeira consulta, levamos para ele a lista dos países que iríamos visitar, ele identificou os principais riscos e pediu uma lista gigantesca de exames de sangue, pra saber a quais doenças já éramos imunes. Em nosso retorno com os exames em mãos, ele nos receitou as vacinas de febre amarela, febre tifóide, difteria e tétano (dupla), sarampo, caxumba e rubéola (tríplice) e hepatite A.

[do action=”caio”]malandro… foi foda, mas se é pra fazer, vamos fazer direito né[/do]

Para nossa sorte e saúde financeira, grande parte das vacinas que o médico receitou é fornecida pela rede pública. A única parte chata é que algumas delas precisam ser tomadas no mesmo dia ou com um intervalo de 30 dias entre elas… como não tínhamos 30 dias dando sopa pra tomar separadamente, precisamos encarar 3 picadas no mesmo dia e uma semana inteira parecendo que tinhamos sido atropelados por um trator (dor de cabeça, dor no corpo, febre leve). Não é o fim do mundo, mas já se prepare pra isso, dica de amigo :-)

Pra quem não pretende se consultar com o médico do viajante, o jeito é pesquisar na internet pra saber a quais riscos estará exposto. Esta lista de riscos por destino tem informações úteis e pode ajudar.

Água

Água era uma preocupação grande na viagem, principalmente pra mim, Dani, que bebo água o tempo todo. Na maioria dos países da Europa, tomar água da torneira é aceitável e seguro, mas nossos destinos incluem países onde essa segurança não existe.

A primeira opção (e a mais em conta) para os locais onde a água não é potável são as pastilhas purificadoras à base de cloro. Elas eliminam os principais microorganismos causadores de doenças, mas não não são eficazes contra vírus e, dizem, deixam um gosto na água (não sei dizer quanto, ainda não testei).

A segunda opção é a garrafa com filtro acoplado, que decidimos comprar. A nossa é da Katadyn e tem um filtro de 3 estágios (contra vírus, bactérias, protozoários e cistos) e promete melhorar o gosto devido a um filtro de carvão ativado. O preço é salgado, pagamos R$ 280 (nunca pensei que pagaria quase trezentos reais em uma garrafa de água!), mas pareceu uma solução mais simples: é só pegar água de qualquer lugar, até de uma poça de água, e beber.

[do action=”caio”]acho a Katadyn tosca, bico horrível, vai quebrar… e isso foi pela Dani que é uma esponja com água, eu sou mais camelo (corro 10km sem água, não ia sentir falta a não ser no Nepal)[/do]

Seguro de Viagem

Na hora de escolher o seguro viagem, é preciso pensar que mesmo com as vacinas, remédios e preocupações com prevenção, você pode acabar tendo uma úlcera enquanto estiver no Nepal ou descobrir uma pedra no rim na Tailândia. Um seguro bom é aquele que tenha um número de telefone fácil de ligar, que garanta que vai atender você no local onde você estiver e, se tudo o mais falhar, te trazer de volta pra casa. Pra tomar a nossa decisão, levamos em consideração os valores da cobertura para assistência médica e odontológica por evento, assistência farmacêutica, expatriação (no caso de doença grave ou morte), seguro de bagagem extraviada e, logicamente, o preço do seguro.

Tentamos um patrocínio do BB Seguros, que infelizmente acabou não rolando, e então partimos para analisar as demais opções, algumas apresentadas pelo nosso agente de viagem e outras que encontramos pela internet. Analisamos as empresas Coris, GTA e World Nomads (a preferida dos gringos). As coberturas das 3 pareceram bem similares e acabamos desempatando pelo preço mesmo. Quem levou foi a Coris, e pagamos R$ 1.232 por pessoa para o plano advance anual, com uma cobertura de 9 meses.

Assim como qualquer outro seguro, só vamos descobrir se ele realmente vale a pena na hora do aperto. Esperamos que esse dia não chegue, mas se chegar contamos aqui como foi!

E na prática?

Agora que estamos viajando por pouco mais de três meses, e já estamos no segundo continente, podemos dizer melhor o que funcionou ou não de cuidados com saúde. Definitivamente você vai querer viajar com mais remédios pra diarréia. Achamos muito três caixas e trouxemos uma só e já praticamente tá no fim e a viagem ainda tá nos 30%… faz as contas e verá que um país mais sujo (como Egito) acaba com remédios.

Dores de cabeça são comuns também, acho que mais que o normal porque você anda o dia todo sob o sol e tal, mas dá pra comprar nos lugares se precisar muito. A não ser que a dor de cabeça venha junto com alguma alergia. Com alguma frequência a Dani tem ataque de alergia (rinite) e tá usando bastante o remédio dela pra isso, então é bom se tivéssemos trazido uns extras porque tão acabando já.

É isso :-)

Posts anteriores