Fomos entrevistados!

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O pessoal do ViraVolta nos entrevistou no final de 2015 e finalmente saiu o vídeo editado agora, após uma pausa deles pra cuidar da filha recém-nascida. Dá uma olhada nesses 15 minutinhos que talvez você possa se inspirar pra uma RTW também!

Mundo na Panela #11: tom yam goong

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Senhoras e senhores preparem as línguas porque começamos a fazer receitas asiáticas cheias de pimenta. Como essa da foto abaixo, que tecnicamente é de origem tailandesa mas é uma base de sopa muito comum em todo sudeste da Ásia. Todos os países da região tem suas variações de tom yam. Tom Yam Goong (ou “tom yam de camarão”) é a que experimentamos na Malásia.

Nham :-)

Nham :-)

Por quê?

Porque a vida é muito curta pra ficar tomando sopa que não faz a sua língua derreter, cara ficar vermelha e querer pedir socorro, basicamente. Existe uma rede de cafeterias na Malásia que serve várias misturas de tom yam, caso não confie nos vendedores de rua, e foi numa delas que pela primeira vez tomamos a sopa. Acho que tomamos depois na Tailândia de novo também. O que mais nos lembramos dela é o “caramba, como arde tudo” dos primeiros bocados! É de assustar pra quem não tá acostumado, mas acredite que é muito saborosa. A pimenta arde enquanto tá tomando a sopa ainda quente. Parou de tomar, passou cinco minutos? Já era o ardido, é mágica :-)

Receita

  • 2-4 pimentas malaguetas
  • 2 colheres de sopa de pasta de pimenta
  • 2 caules médios de capim limão
  • 4 folhas frescas de limão kaffir
  • 1 limão comum com muito sumo
  • 4 fatias de raiz galangal
  • 8 camarões rosa inteiros
  • 300g de cogumelos salmão
  • 3 colheres de sopa de molho de peixe
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • punhado de coentro, a gosto
  • 750ml de água

Preparo

Fazer tom yam goong não é demorado, mas precisa começar 1h antes de comer porque se usa camarões frescos e terá que limpá-los. Arranque as cabeças deles e bote numa panela com os 750ml de água pra deixar cozinhando até reduzir 1/3 do líquido, o que deve levar uns 30min. Coe o líquido e reserve, ele será a base do tom yam goong. Se você só achou galangal desidratado, aproveite agora pra cobrí-los com água e já deixe-os hidratando enquanto prepara o resto das coisas. Limpe os camarões tirando a casca deles e depois, com uma faca de corte fino, abra as costas deles bem na linha central pra enxaguar e tirar as víceras. Reserve-os.

Agora tudo que for preparando já vai direto pra panela com o caldo das cabeças dos camarões, prepare-se. Amasse os caules de capim limão e corte-os em 3 partes cada. Fatie as pimentas na vertical (com poucas ou nenhumas sementes), jogue uma metade na panela e reserve a outra pra decorar o prato pronto com as folhas de coentro. Misture as folhas de kaffir na panela. Bote 2 colheres caprichadas de pasta de pimenta e misture bem com o caldo pra dissolver tudo. Jogue o molho de peixe, o sal da receita. Misture o açúcar. Ferva tudo. Quando subir a fervura, corte as bases duras dos cogumelos e misture-os ao caldo. Jogue os camarões agora também. Ferva tudo por uns 5-10min, é o suficiente. Tire do fogo, misture o sumo do limão e pronto!

Estranho mas gostoso! E apimentado, muito apimentado

Estranho mas gostoso! E apimentado, muito apimentado

Manha

Quando for servir dê uma misturada na sopa, senão parecerá meio alienígena pra pessoas já que os temperos se mexem sozinhos e se aglutinam naturalmente em formatos estranhos. Só jogue o sumo do limão depois que sair do fogo, senão vai amargar. Claro que vai dar trabalho achar os ingredientes (demoramos semanas pra encontrar todos), mas em lojas asiáticas se encontra eles, ou em mercados municipais, ou em bairros e colônias de asiáticos se der sorte de morar perto de um. Use tofu defumado como fazem lá se for vegetariano, fica bem gostoso também. Acompanhar com arroz branco também é uma boa, como sempre. Não deixe de jogar coentro por cima da sopa, dá uma diferença incrível mais próxima do sabor original!

PS: não deixe de ver mais comilanças nossas nos outros posts Mundo na Panela!

Mundo na Panela #10: melktert

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Sabe aquelas receitas de mãe ou avó? Melktert, ou milktart em inglês, ou torta de leite em português, ou… brincadeira, é uma receita desse tipo. Mas como diabos se faz uma torta de leite que não desmancha? Verá logo abaixo, e temos certeza que vai fazer grunhidos e fechar os olhos quando comer o primeiro pedaço dessa torta africâner típica de festas de fim de ano :-)

Por quê?

Melktert foi a primeiríssima sobremesa que comemos na nossa volta ao mundo, então nos marcou. De um jeito meio bobo talvez, mas nos lembramos do gosto dela até hoje e estávamos ansiosos pra fazer uma torta dessa em casa. Em várias cidades da África do Sul você encontra melktert em supermercados mesmo, e são incrivelmente deliciosas. Diz a lenda que poucas pessoas fazem em casa, pois as de mercado são realmente boas. Quem diria…

Toma na sua cara! Delícia! Com café pela manhã! :-D

Toma na sua cara! Delícia! Com café pela manhã! :-D

Receita

Massa:

  • 100g de manteiga amolecida
  • 250g de farinha de trigo
  • 1 pitada de sal
  • 1 gema
  • 80g de açúcar
  • 50ml de água

Creme:

  • 1L de leite integral
  • 1 colher de chá de baunilha
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de amido de milho
  • 1 xícara de açúcar
  • noz moscada a gosto
  • 3 ovos

Preparo

Pra fazer a massa comece misturando a farinha, o sal, o açúcar e a manteiga com as mãos até virar uma farofa fina. Adicione a gema e a água, amassando com as mãos até ficar uma massa homogênea e lisa. Se precisar, bote mais farinha aos poucos até parar de grudar massa nas mãos. Modele um uma bola e enrole em plástico filme de cozinha e deixe na geladeira por 1h pra firmar. Depois disso, polvilhe trigo numa mesa e abra a massa com um rolo. Não tenha medo de botar farinha na mesa ou na massa, não pode grudar massa nem na mesa nem no rolo. Abra a massa até um pouco além do tamanho da sua forma, pois no forno ela vai encolher e precisará de massa pra altura da lateral da sua forma. Depois que deitar a massa na forma, passe o rolo por cima da borda pra massa cortar bem no limite da altura e aproveitar bastante dela. Asse por 30min em fogo baixo. Não se preocupe, ela não vai dourar muito mesmo!

Truque: bote feijões em cima de papel manteiga sobre a massa, pra ela não inflar no forno

Truque: feijões em cima de papel manteiga sobre a massa, pra ela não inflar no forno

Agora o creme. Leve ao fogo somente 750ml do leite integral com a baunilha, a manteiga e a noz moscada, se quiser botá-la. Derreta tudo, mas sem ferver. Desligue o fogo e em outra vasilha misture a farinha, o amido de milho, o açúcar, um ovo inteiro, duas gemas (mas guarde as claras delas) e os 125ml de leite que sobraram de antes. Misture tudo dessa vasilha muito bem. Adicione tudo isso ao que tava quente na outra panela e leve ao fogo baixo. Nunca, jamais, deixe o fogo subir. Mexa sem parar, em todas as partes da panela. Se não fizer isso vai empelotar, e você quer uma textura lisa sem grumos. Quando engrossar ao ponto de começar a soltar de leve da lateral da panela, tire do fogo e mexa o creme mais uns minutos pra esfriar. Cubra com papel manteiga até encostar no creme quente e deixe uns 15min geladeira pra amornar.

Resultado final de pertinho, pra ver a textura do creme

Resultado final de pertinho, pra ver a textura do leite

Bata as duas claras que tinha guardado quase até ponto de neve (sem exagerar pra não ficar fofo demais), e misture bem ao creme amornado na geladeira. Bote com cuidado sobre a massa agora já assada e ajeite até ficar bem liso em cima, chegando até as bordas. Polvilhe canela por cima e deixe na geladeira de 2 a 4 horas antes de cortar. Aí só servir!

Manha

Consistência perfeita, sem desmanchar

Consistência perfeita, sem desmanchar

A noz moscada é realmente opcional, mas achamos que dá diferença pra melhor no sabor final. Melkterts não são muito doces, tem mais gosto de leite cremoso mesmo, então pode botar mais açúcar se quiser! A canela além de dar um sabor muito bom também serve pra que não forme uma película sobre o creme (como nata) quando ele esfriar, caso não goste dela pense em outra coisa pra dar o mesmo efeito :-)

PS: não deixe de ver mais comilanças nossas nos outros posts Mundo na Panela!

Mundo na Panela #9: salsichões

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Embora não seja possível fazer toda a receita de hoje em casa, prepare-se pra ficar de barriga cheia pois comerá salsichões alemães com direito a chucrute! Naturalmente as bockwursts e bratwursts (as salsichas escuras e claras) foram compradas prontas, mas fizemos questão de fazer nosso próprio chucrute e damos a receita de tudo, além da mostarda típica pra esse tipo de sanduíche :-)

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Bratwurst + chucrute + Eisenbahn = Dani feliz

Por quê?

Quando visitamos o sul da Alemanha, e na verdade até no norte da Suíça, sanduíches de salsichões alemães era a coisa mais barata pra comprar na rua na hora que a fome apertava e não tínhamos algo nas mochilas. Devemos ter comido todo tipo de salsichas lá, mas a melhor mesmo pra gente é a bratwurst, que sempre se achava grelhada e servida em um pãozinho com mostarda picante. Pra caprichar, bote um pouco de chucrute por cima e a mistura fica imbatível! Chucrute é um probiótico natural, vai compensar a carne no corpo depois da comilança :-)

Receita

  • 2-4 salsichões tipo bratwurst ou bockwurst
  • 2-4 pães tipo francês mas em formato de cachorro-quente
  • 200g de mostarda amarela
  • 2 colheres de sopa de páprica
  • 1 cabeça média de repolho
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1 colher de sopa de sal
  • 1 colher de sopa de vinagre branco
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Preparando pro ataque

Preparo

As salsichas não tem segredo, é como você preferir mesmo. Se estiver fazendo um churrasco, melhor ainda. As mais gostosas que comemos foram de um churrasco em Stuttgart, mas não temos churrasqueira em casa então foi no forno mesmo. O ponto é como desejar, mas as salsichas brancas devem ao menos estar meio douradas por fora. Prepare a mostarda misturando ela com a páprica, que é como eles servem mostarda em muitas vendas de rua. Pro chucrute, arregace as mangas e vamos lá.

Jogue fora as primeiras folhas do repolho se estiverem moles ou machucadas e também corte fora a base dura dele. Fatie o repolho o mais fino que puder. Não tão fino quanto couve de feijoada, mas se ficar muito grosseiro ele não vai curtir bem depois e não virará chucrute. Amasse tudo que picou com as mãos, por uns 10min. Vai soltar bastante água e reduzir pra 1/3 do tamanho. Misture o vinagre branco, o sal e o açúcar. Bote todo o repolho num pote de vidro esterilizado, mas sem o seu líquido. Soque bastante com algo pros sólidos compactarem no fundo. Ao poucos, bote o líquido até cobrir 2 dedos acima do repolho. Se ele ficar acima da água vai oxidar e estragar o chucrute. Cubra a boca do pote com um pano e deixe a tampa só por cima, sem rosquear. Deixe numa área protegida do sol por uns 5 dias e finalmente estará pronto :-)

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Mostarda embaixo, chucrute em cima, e o pão sempre menor que a salsicha!

Manha

Na foto da mesa você vai ver o que parece suco de maçã, mas na verdade é o apfelschorle no qual os alemães são viciados e que nós odiamos experimentar (se quiser arriscar misture suco de maçã com água com gás em proporções iguais, e coe o suco antes, não faça como a gente). Quem bebe vai querer aproveitar a chance e tomar alguma cerveja estilo alemão, a Dani pegou uma Eisenbahn de trigo! A manha pro chucrute pode ser o gosto que você quer dele, difícil dizer. A família da Dani é alemã e polonesa, então ela conhecia bem o gosto e disse que o meu ficou excelente, mas pode tentar botar algum tempero (como semente de coentro) antes dele curtir se quiser inventar moda :-)

PS: não deixe de ver mais comilanças nossas nos outros posts Mundo na Panela!

Mundo na Panela #8: gyro com tzatziki

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Uma receita meio falcatrua hoje, pra fechar a participação da Grécia no Mundo na Panela! Pelo menos é fácil de fazer, não requer quase preparo pois é, na prática, um sanduíche. Por isso que disse ser falcatrua, mas deixemos isso de lado porque gyros são realmente muito bons na combinação de sabores que tem dentro deles, e o tradicional molho tzatziki por cima fica animalesco. Até comida de rua da Grécia é muito boa, bonita e barata.

Por quê?

Além de ser uma das comidas nacionais, gyros são nutritivos e fáceis de preparar e comer! Vende-se gyros em absolutamente todos os cantos do país. Pra ser mais justo, em praticamente qualquer canto da Grécia, Turquia e partes do Oriente Médio. Por isso podem confundir com shawerma ou kebab. Mas gyros são únicos (pelo recheio e molho diferente dos demais) e são baratos! Lá na Grécia um gyro pode custar entre 1 e 5 euros. Um gyro caprichado e decente normalmente custa entre 2.5 e 3.5 euros. É o fast food de mochileiros. Recomendamos, e a nossa receita rende quatro gyros e tzatziki suficiente pra matar a vontade :-)

Não é shawarma, não é kebab, é gyro!

Não é shawerma, não é kebab, é gyro!

Receita

  • 1 tomate grande
  • 1 cebola roxa grande
  • 2 batatas médias
  • 4 pães pita (vendido como pão sírio em alguns lugares)
  • 200g de iogurte grego natural, não doce
  • 300g de alguma carne alta ou grossa, pra ser fatiada
  • 1 pepino médio
  • 1/2 limão
  • sal e azeite a gosto

Preparo

Pra fazer o molho tzatziki, o fantástico molho tzatziki, o inigualável molho tzatziki, comece cortando o pepino no seu comprimento e tire as sementes dele. Elas não estragam o molho se tiver preguiça de tirá-las, mas são chatas. Rale o pepino e peneire o resultado pra tirar parte da água dele. Salpique um pouco de sal na pasta e deixe num canto pra soltar mais água. Minutos depois volte e peneire novamente, tente tirar o máximo de água que puder! Quando o pepino ralado estiver seco, misture-o no iogurte grego natural (ou outro igualmente grosso, não doce, jamais doce) e tempere com sal a gosto, uma colher de sopa de suco de limão e uma colher de sopa de azeite. Reserva ele na geladeira. Caso queira caprichar, processe 2 dentes de alho com folhas de hortelã e os misture com o resto, mas não é obrigatório. Nosso iogurte brasileiro de segunda não era muito bom e botamos muito azeite, então tente não deixar seu tzatziki ficar aguado demais também.

Agora a parte de fritação e cortação. Frite as batatas cortadas em palito, como batatas fritas normais porém em cortes mais grossos pra ficarem mais durinhas por dentro. Reserve-as salgadas. Corte a cebola roxa e o tomate no sentido mais longo em fatias incrivelmente finas, quanto mais finas que conseguir com uma faca afiada. A idéia é ter os legumes em formato de palitinhos, como as batatas fritas. A carne pode ser a que tiver, mas escolhemos a capa de coxão mole por vir em filé alto e ser boa e barata o suficiente pra gente. Tempere a gosto, porém quanto mais temperos melhor porque é pra imitar o famoso churrasco grego (impossível de fazer em casa, como deve imaginar!). A nossa carne grelhamos com sal, cominho e uma pitada de páprica apimentada. Fatiamos depois de pronta. Só cuide pra carne ser cortável em lascas, ou fatias bem finas na diagonal, pra ter uma área de sabor grande e boa. Daí é só montar o sanduíche!

Ordem no pão: carne, cebola, tomate, tzatziki e batata

Na ordem: carne, cebola, tomate, tzatziki e batata… enrole as pontas do pão e fim!

Manha

Se quiser fazer tzatziki de verdade, de verdade tipo τζατζίκι mesmo, e não tem iogurte grego em casa, compre iogurte integral natural e deixe ele filtrando sobre um pano fino em uma peneira na geladeira durante a noite. Assim, de manhã a água terá saído dele e sobrará um iogurte grosso como o grego. Sobras de um churrasco também devem ficar perfeitas pra essa receita, vale o teste! A manha de verdade pra comer gyros é saber como enrolar um sem exagerar no recheio nem deixá-lo desmanchar as gostosuras nas suas mãos :-)

Ops!

Ops!

PS: não deixe de ver mais comilanças nossas nos outros posts Mundo na Panela!

Mundo na Panela #7: rösti

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Prepare a barriga que pra comer rösti, lá da Suíça, tem que estar com fome. Terá uma overdose de carboidratos e gordura com a nossa receita pra dois röstis, uma espécie de fritada de batatas muito boa! Viajamos pela Suíça durante o verão, então não vimos muitos lugares ou pessoas comendo rösti por lá, seja em Zurique ou na região de Lauterbrunnen, Interlaken etc, mas o prato é nacional. Vai fundo.

Por quê?

Embora o rösti seja quase que o prato nacional suíço (pra ser mais exato, mais da parte alemã do país), nós já conhecíamos ele porque onde moramos o prato é bastante popular. Existem vários lugares que fazem a tal “batata suíça” em Curitiba, até nas feiras de domingo ao lado dos pastéis. Além disso, quando fomos fazer trilhas no Nepal durante nossa viagem, era bem comum ver locais fazendo rösti pra vender pela quantidade de turistas suíços e alemães que visitam o país. Vai entender… mas todos adoram rösti mesmo :-)

Rösti de bacon já cortado e o de queijo na fila

Rösti de bacon já cortado e o de queijo na fila

Receita

  • 4 batatas grandes
  • 4 colheres de sopa de manteiga ou margarina
  • 4 colheres de sopa de óleo
  • 15 fatias de bacon (ou quantidade similar em pedaços)
  • 2 xícaras de queijo colonial
  • 2 xícaras de queijo parmesão
  • 4 colheres de sopa de ervas que gostar
  • sal e pimenta do reino só se quiser, a gosto

Preparo

Dá pra preparar os röstis com a batata fresca, recém-cozida, mas um pouco de trabalho extra compensa depois. Cozinhe as batatas até ao ponto de conseguir furá-las sem destruí-las. Bote elas na geladeira, sim, na geladeira. Até o dia seguinte, sim, até o dia seguinte. Isso vai garantir que elas estarão 100% firmes quando for ralar elas, sim, ralar as batatas! Quando for a hora de preparar o rösti, tire as batatas da geladeira e reserve-as. Frite as tiras de bacon pra já irem secando, e quando estiverem secas corte-as em pedaços. Rale os 2 queijos em tigelas separadas, em ralo grosso. Na do queijo colonial misture as ervas que escolheu e reserve. Na outra do queijo parmesão, misture os pedaços de bacon e reserve. Rale também em ralo grosso todas as batatas, vai ver como aproveita elas até o último pedacinho e nenhuma vai esfarelar na mão, nem soltar água.

Rösti de queijo colonial e ervas, requeijão e cebolinha por cima :-)

Rösti de queijo colonial e ervas, requeijão e cebolinha por cima :-)

Pegue 2 frigideiras de tamanhos parecidos e se possível anti-aderentes (pois vai precisar virar os röstis no preparo) e use somente um fogo baixo. Bote 1 colher de óleo e 1 de manteiga em cada frigideira. A manteiga é pra dourar e o óleo pra ela não queimar. Assim que a manteiga derreter, jogue uma camada de batata ralada pra cobrir o fundo da frigideira, e na sequência jogue uma das tigelas de recheio (a de bacon ou queijo colonial) e cubra tudo com mais batata ralada. Molde a borda da frigideira pra não ficar “farpas” de batata e pressione pra elas grudarem. Tampe e espere fritar bem, até escurecer o fundo e sentir cheirinho de batata frita! Vire com ajuda da outra frigideira, untada igual como explicado, e termine de fritar o rösti. Repita tudo de novo pro outro rösti com outro recheio. A parte de virar o rösti e depois botar no prato é por sua conta :-)

Manha

Sabemos de gente que rala as batatas ainda com casca, deve dar um sabor bom, mas descascamos as nossas. O rösti básico é só de batatas e olhe lá, no máximo sal, mas dá pra caprichar e viajar forte no recheio. Com cogumelos ou cebolas caramelizadas deve ficar ótimo! É melhor pecar pelo excesso que pela falta, deixe o rösti fritar bem, nem que isso deixe ele mais escuro: você não quer comer o miolo meio cru, acredite. Os nossos rösti fizemos sem sal ou pimenta do reino porque os recheios já eram fortes, mas fique a vontade pra botar eles. A manha mais forte mesmo é se preparar pra comer tanta batata de uma vez só :-)

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Mundo na Panela #6: sliders

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Tava demorando pra pegarmos uma receita mais calórica no Mundo na Panela, então dessa vez vamos passar pela Gordolândia, ou Estados Unidos. Afinal, todo mundo gosta de comer hamburguer e batatas fritas, então essa receita não tem como dar errado, é sucesso garantido! Além disso, como todo mundo vai comer pelo menos um hamburguer em algum momento da vida, seja do tipo que for, ajuda a conhecer o que vai comer e pode-se até mudar a receita a vontade. A nossa, aliás, rende 6 dos tais “sliders” :-)

Por quê?

Porque sim ao hamburguer! Ao bacon! Ao queijo! A batata frita! Estávamos nos EUA pela terceira vez nas nossas vidas e não tínhamos comido um bom e belo hamburguer no país, e como queríamos fazer uma visita ao bairro ex-gay e hoje hipster de São Francisco, o Castro, aproveitamos. Lá tem o Slider Bar, um lugar bem bacana que serve ótimos miniburguers, como os sliders podem ser chamados em português. A idéia desse tipo de hamburguer não é comer um enorme com gosto só razoável, mas sim vários minis ótimos. Nem sabíamos, mas sliders não são exclusivos da onde fomos, são populares em todo canto mesmo. Mas garantimos que os miniburguers deles são deliciosos :-)

Os sliders, ou miniburguers, prontos pra atacar

Os sliders, ou miniburguers, prontos pra atacar

Receita

  • 1 cebola média
  • 3 dentes de alho
  • 500g de carne moída
  • 3 colheres de sopa de salsinha picada
  • 1 pacote de batata congeladas em tiras
  • 2 rodelas de tomate
  • 2 folhas de alface liso
  • 4 tiras de bacon
  • 4 fatias quadradas de cheddar
  • 4 fatias de parmesão ou provolone
  • 150g de gorgonzola
  • 6 minipães redondos
  • azeite, sal e pimenta do reino

Preparo

Comece pelo que precisa ser frito e reservado: o bacon em tiras não muito finas. Frite até o ponto que gosta e reserve em papel toalha pra secar. Isso já vai engordurar a frigideira pro resto. Frite a cebola com alho, ambos cortados bem pequenos. A cebola e alho devem começar a escurecer de leve, mas sem queimar, e os reserve também. Em uma tigela, misture a carne moída, a cebola com alho e sal, e pimenta do reino a gosto. Se quiser, bote um fio curto de azeite pra não ressecar. Misture tudo com a salsinha, e se quiser algumas gotas de molho de soja só pra dar cor. Faça bolinhas com a mistura e vá achatando até ficar no formato de mini hamburguer. Deve dar 6 deles.

As belezuras saídas da frigideira

Detalhe das belezuras saídas da frigideira

Enquanto se prepara pra fritar os hamburguers, bote o pacote de batatas fritas no forno alto, pra ser menos gordo e não se estressar com duas coisas fritando ao mesmo tempo. Devem ficar boas no tempo da embalagem, mas geralmente leva entre 15 e 30 minutos.

Na hora de fritar os miniburguers, bote só um fio de óleo na frigideira, porque vão soltar suco e não precisa banhar em gordura… e espere, com uma tampa sobre eles pra não fazer muita fumaça e acelerar o ponto da carne. Vire quando um lado escurecer bem (como na foto) e se incharem demais pressione de leve pra soltar parte do suco, senão vão parecer almôndegas. Quando tiver no ponto que gosta, jogue 2 fatias dos 2 tipos de queijos fatiados por cima de cada par de miniburguer (de novo, como na foto) e deixe eles derreterem com fogo desligado, só com calor da carne. Amasse bem o gorgonzola até virar uma pasta, ele vai ser a cobertura dos outros 2 miniburguers restantes depois!

Pra montar os slides vá na criatividade mesmo, mas a nossa sugestão é: 2 de cheddar com as tiras de bacon que já estavam fritas; 2 com queijo provolone ou parmesão com uma rodela de tomate e uma folha de alface, meio x-salada; 2 somente com queijo gorgonzola por cima, mais nada, porque o gosto é forte. E não se esqueça das batatas fritas no forno!

Manha

Se gostar de carne bem temperada, tente trocar a salsinha por hortelã (2 dos sliders que fizemos eram com hortelã, e foram os preferidos do Caio). Se quiser arriscar mesmo, mas confiar na gente, tente misturar uma ponta de colher-de-chá de canela em pó na carne moída de uns dois sliders, vai dar um tempero bem legal. Ao invés de tomate, pepino em conserva deve ficar melhor ainda no slider! Tente fazer os hamburguers bem pequenos mesmo  senão não é slider  mas não pode ficar muito menor que o tamanho do pão, então tente realmente comprar minipães mesmo e não pão de hamburguer. Como dá pra ver nas fotos, os nosso ficaram entre sliders e hamburguers, quase erramos na medida. A dica mor é achatar bem a carne, porque na hora de fritar ela sempre incha um pouco. Mas não prense a carne demais, senão sai todo o suco dela e ficará socado por dentro.

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Mundo na Panela #5: ratatouille

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Chegando na França, pra fazer vocês ficarem com bafo de queijo azul uma semana! Pra gente fazer ratatouille não dá trabalho algum, muito pelo contrário. Já cozinhamos ratatouille em casa há anos e fazer agora pra relembrar nossa passagem pela França é mais uma desculpa pra comer bem. Na verdade comemos tanto ratatouille que praticamente é receita da casa já, mas vale entrar no Mundo na Panela :-)

Por quê?

Embora não tenhamos comido ratatouille em Nice (da onde o prato vem), comemos uma panelada deliciosa em Lormont no sudoeste da França feita por um francês que nos disse uma verdade a que temos que dar o braço a torcer: comida francesa é boa pelos ingredientes. Isso é essencial pra ratatouille, anota aí. Comer um ratatouille como o que comemos serviu de selo de autenticidade pras nossas receitas também. Já tentamos fazer no estilo do desenho animado, em camadas tipo confit byaldi e no forno, mas sempre preferimos rústico na panela. Algumas pessoas conhecem uma variação italiana, caponata, que é parecida. Pegue uma baguete bem feita com queijo roquefort e você nunca mais esquece desse prato estupidamente simples e banal, acredite.

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Ratatouille caseiro

Receita

  • 2 beringelas grandes
  • 2 abobrinhas
  • 4 tomates
  • 6 dentes de alho
  • 1 cebola grande
  • 6 ramos de tomilho
  • azeite, sal e pimenta do reino

Preparo

Sempre vai ter briga sobre se ratatouille é em camadas, picado, meio purê, em pedaços etc. Relaxa. Compre ingredientes bons, azeite decente e tal e finja que é um camponês das antigas que só quer comer legumes sossegado. Só lembre de comprar beringelas com poucas sementes, abobrinhas não muito grandes pra ficarem mordíveis e com pouca água, e que os tomates estejam bem maduros e o tomilho não desidratado.

Corte a cebola em pedaços pequenos e refogue com os alhos inteiros em uma porção caprichada de azeite. Deixe caramelizar. Depois junte os outros ingredientes: beringelas e abobrinhas em pedaços grandes (em fatias ou pedaços da largura de um dedão, vão reduzir de tamanho) e os tomates cortados em quatro partes cada. Tempere com sal e só um pouco de pimenta do reino. Refogue tudo com os tomilhos, sem quebrar os legumes, tampe e deixe sempre no fogo baixo. É pra cozinhar devagar quase no vapor dos líquidos dos próprios legumes. Adicione um pouco de água se sapecar o fundo da panela, mas normalmente solta bastante água já, mexa de vez em quando pra temperar. Fogo baixo até o final. Uns trinta minutos ou até que os legumes estejam todos macios começando a desmanchar. O caldo, se tiver algum, vai estar marrom e engrossado. Remova os ramos de tomilho antes de servir. Mande ver na baguete com roquefort por cima e tá pronto.

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Sem baguete e queijo azul não tem ratatouille!

Manha

Se achar legal, algumas pessoas botam pimentões amarelos ou vermelhos na receita, ou mesmo cogumelos paris grandes. Sim, pode usar gorgonzola no lugar do roquefort, dá praticamente na mesma se não for de marca barata com queijo salgado demais. Baguete boa é crocante por fora, macia por dentro e tem o comprimento de um braço. Isso não tem discussão. Tem quem prefira ratatouille mais como refogado e picado quase em purê, a gente prefere em pedaços que dão pra morder bem porém são macios, quase desmanchando. Seja feliz e coma ratatouille até explodir!

PS: não deixe de ver mais comilanças nossas nos outros posts Mundo na Panela!

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