O mix cultural de Kuala Lumpur

2 comentários

Engraçado como as coisas acontecem. Nem Malásia e nem Singapura estavam no roteiro original da nossa passagem pela Ásia, que inicialmente incluia somente Nepal e Tailândia.

[do action=”caio”]talvez eu sou em partes culpado pelo tempo curto inicialmente, não sou um cara pra Ásia, eu acho[/do]

Em junho conhecemos um chinês em Lauterbrunnen, no interior Suíça, e ele nos convenceu a visitar Singapura, onde mora. E durante nossa trilha no Nepal, lá no alto, conhecemos um malaio com quem ficamos conversando por horas e nos deixou sonhando com comidas diferentes que eles tem. Já que estávamos indo para Singapura, por que não dar uma paradinha na Malásia também e encher o bucho?

Compramos o trajeto saindo de Krabi, na Tailândia, por 28 dólares por pessoa, incluindo uma van até Hat Yai, ainda na Tailândia, e um ônibus noturno até Kuala Lumpur. A viagem foi super tranquila, apesar de longa: foram 5 horas de van até Hat Yai, 2 horas de espera na cidade, e mais 8 horas de noite no ônibus até KL.

Kuala Lumpur do alto da torre do planetário

Kuala Lumpur do alto da torre do planetário

O ônibus noturno foi um dos melhores ônibus que já pegamos, poltrona larga (só 3 por fileira, bem espaçosas), super inclinável, com ar condicionado, cobertor e filminho. Infelizmente a gente não deu muita sorte com a poltrona que pegamos, ficamos nas últimas, que não deitavam completamente e balançavam pra caramba, mas a qualidade do ônibus e serviço, por esse preço, dá uma surra em qualquer viagem no Brasil. Aqui eles sabem viajar de ônibus, mesmo que os cobertores tenham acabado antes de chegar a nossa vez de pegá-los, então passamos um frio danado à noite!

Passar na fronteira foi rápido e tranquilo, tanto na saída da Tailândia quanto na entrada da Malásia. Brasileiros não precisam de visto para entrar nesses países, o que torna as coisas bem mais fáceis. Acho que se ficamos 10 minutos em cada imigração foi muito!

Chegamos em KL às 4 horas da manhã na Pudu Sentral, a principal estação de ônibus da cidade. Ela fica bem localizada (especialmente pra mochileiros), do lado de Chinatown. Vimos vários restaurantes abertos, os dois famintos depois de tanto tempo viajando, mas nenhum lugar aceitava cartão e todos os ATM que encontramos estavam fora do ar, e a gente sem um centavo no bolso! Conversando com algumas pessoas descobrimos que os ATMs param de funcionar de madrugada e voltam somente às 8h, por segurança. O jeito foi esperar amanhecer pra poder ir andando pro hotel, a refeição teria que ficar pra outra hora.

Chinatown

Chinatown

Ficamos em dois lugares diferentes em KL, por questões logísticas. O primeiro bairro que ficamos foi Chinatown, que é muvucado mas é bom para mochileiros porque tem tudo perto, comidas de rua, restaurantes, lojas de conveniências e, pra quem ainda tem espaço na mochila, barraquinhas vendendo todo tipo de bugiganga Made In China! Por ali também é fácil de acessar transporte público, então recomendamos sem medo. É uma área bem diversificada culturalmente, cheio de malaios, indianos, chineses e outras etnias. Como a Malásia toda é. Os ares são de centro velho, meio sujo e bagunçado, mas você se acostuma. KL parece toda ser assim, tirando um centro de negócios modernoso que é o que botam em fotos com lojas de marcas caras.

Depois de uns dias em Chinatown “nos mudamos” para Little India, em um hostel bem pertinho da KL Sentral, a estação central de trem, o que foi muito conveniente pra gente posteriormente. É bem legal conhecer o bairro pra ver a outra cara da cidade, pois o local é dominado por indianos e o comércio em volta é bem diferente, mas não gostamos muito não. Dá pra se virar, também tem a comodidade de ter tudo perto, mas Chinatown é bem mais amigável e “walking distance” de mais coisas!

Crianças teletubbies de uma escola muçulmana, Jardim Botânico

Crianças teletubbies de uma escola muçulmana, Jardim Botânico

O que mais chama atenção em Kuala Lumpur é o contraste entre as 3 diferentes culturas que convivem no país (e outras menos representadas). A divisão entre malaios, chineses e indianos está em absolutamente tudo! Quando você entra em um bairro ou um restaurante explicitamente chinês/indiano/malaio, parece que você está em outro país, a língua é diferente, a comida completamente diferente, o trato com os turistas, a limpeza, a organização, os gestos, tudo. Não tem como ir para a Malásia esperando encontrar uma cultura homogeneamente malaia. O que marca o país é exatamente essa diversidade impossível de não saltar aos olhos. É como se o país fosse um entreposto e todos decidiram ficar ali ao mesmo tempo e passaram a morar no mesmo lugar.

Essa divisão cultural tornou a nossa comunicação por lá complicada, mas às vezes até divertida. Nas ruas, estações de trem etc, as coisas estão escritas em inglês, malaio e chinês. Quando precisam se comunicar entre eles, quando de outra cultura, utilizam o inglês. Mas quando se afasta um pouco do grande centro, é muito normal encontrar pessoas que só falam a própria língua. Teve um dia que passamos meia hora traduzindo um menu de restaurante no Google Translate, pois era só em malaio e os donos não falavam uma palavra sequer em inglês num bairro isolado da cidade! Isso aconteceu nos primeiros dias, e foi ótimo para aprendermos as principais palavras que precisávamos saber na hora de pedir uma comida :-)

A parte central de KL tem cara de cidade grande, com todos aqueles prédios altos, grandes avenidas e, claro, as Petronas Towers. Mas no geral a cidade é caótica e não respeita muito os pedestres. Mesmo curtas distâncias são difíceis de andar por lá porque às vezes não se acha calçadas, mesmo perto de pontos turísticos importantes. Pra chegar ao Jardim Botânico, por exemplo, tivemos que dar uma super volta e atravessar uma rodovia à pé!

KL é isso aí, tudo junto e misturado

KL é isso aí, tudo junto e misturado

Usamos transporte público todos os dias durante a nossa passagem por lá. Achamos super bom, rápido, funciona, só que é confuso entender os trajetos e tem pegadinhas com baldeação, na hora de comprar tem que ficar esperto senão perde uma boa grana. Pra se ter idéia, uma viagem custa em média 50 centavos de dólar, mas se no trajeto tiver que trocar o trem a passagem quase dobra de valor, mesmo que seja só por uma estação. Compensa muito descer uma estação antes e ir andando pra não ter que pagar o dobro! Um dia fomos longe na cidade e custou 8 moedas locais, sendo que com o truque da baldeação por contra própria poderíamos ter pago não mais que 4.

Petronas ainda de dia

Petronas ainda de dia

Turisticamente, foi muito legal ver as Petronas de perto mas não subimos porque achamos caro demais (USD 25 por pessoa!), quase um roubo. Chegamos lá no final da tarde pra pegar elas de dia e à noite, e a diferença é brutal, é bem legal ter as duas vistas.

Petronas de noite, bonitosas!

Petronas de noite, bonitosas!

Fomos também conhecer a feira gastronômica de Kampung Bharu, ou melhor, achamos que fomos! É um bairro inteiro que da noite de sábado até a manhã de domingo se enche de barraquinhas vendendo todo tipo de comida local. Kampung Bahru é uma vila tradicional enclausurada no meio da cidade mas que não é tocada por empreedimentos, então as casas, comidas, pessoas vivem como há decadas atrás entre arranha-céus do distrito comercial rico em volta. É bem legal, mas a gente chegou no bairro e achamos as barraquinhas e tal, mas fomos pra casa achando meio fraco. Achamos internet e descobrimos que a gente chegou até duas ruas antes de onde a feirinha bombava forte, ou seja, não tava fraco não, a gente é que não andou o suficiente! Foi legal e vimos bastante coisas, mas só podemos imaginar como seria se tivéssemos andado ainda mais.

Bairro tradicional de KL no meio do centro, Kampung Bahru

Bairro tradicional de KL no meio do centro, Kampung Bahru

Uma visita legal pra fazer é o Jardim Botânico Perdana, bem pertinho do Planetário Negara. Cara, temos visitado vários planetários ao redor do mundo e esse foi de longe o melhor de todos!

[do action=”caio”]vi o filme Journey To The Stars no AMNH em NYC anos atrás e foi ótimo revê-lo, é o melhor pra planetários com certeza[/do]

O filme foi bem legal, a qualidade do planetário em si é ótima, mas o melhor de tudo é a exposição gratuita que tem no local, com várias atividades e jogos interativos muito bacanas. É para ensinar crianças, mas os adultos se divertem! Tem uma tabela periódica do tamanho da parede, onde cada elemento é uma janelinha onde tem um objeto feito daquele elemento, tem uma balança que diz o seu peso em vários planetas, e dá até pra brincar de pilotar um robozinho em marte! Heheh.

[do action=”caio”]prêmio melhor planetário vai pro de KL, empatado com o de NYC! me diverti horrores lá, parecia uma criança, bem divertido e modernoso[/do]

Entrada do super planetário de KL

Entrada do super planetário de KL

Se a gente tivesse mais dinheiro e mais espaço na mochila, a gente ia fazer a festa com compras em KL! No bairro de Bukit Bitang o que não falta é shopping cheio de coisinhas baratas. Visitamos o Low Yat Plaza, um shoppingzão de eletrônicos famoso na Ásia, pra comprar um cartão de memória que estávamos precisando. Achávamos que íamos encontrar tipo um camelódromo cheio de coisas falsificadas e seria até perigoso de comprar, mas não, é um shopping de lojas mesmo, e a maioria que a gente visitou era de produtos originais. Tem até lojas da Intel, Samsung, Acer, Sony… muito bom! São 7 andares entupidos de gente e lojas de tudo que é eletrônico e coisas pra fotografia e vídeo.

Ah, e claro que não poderíamos deixar de falar de comida, que foi um dos motivos que nos fez parar em KL, depois da conversa com o malaio no Nepal. A influência mais forte pelo país é a chinesa, então tem miojos e carne de porco até dizer chega, mas um prato que tem em todo o canto e é considerado o mais tradicional é o nasi lemak: arroz branco com um ovo frito por cima, frango frito empanado e vegetais com molho pimenta. E que pimenta! Por lá eles gostam muito, e é mais forte que na Tailândia, deve ser o tipo de pimenta… e também experimentamos uma sopa tom yum de frutos do mar que, cara, foi hardcore comer! O laksi, um frango no molho agridoce, também é tradicional e bem bom, mas diferente dos sweet & sour que provamos na Tailândia pois não vai abacaxi nele, o molho que é doce mesmo. Estranho… “viscoso mas gostoso” :-)

Se curtir uma sobremesa, vai gostar do tambun biscuit, um biscoito que é uma bolinha de uma massa parecida com empadinha só que é doce, e tem em diversos sabores. Cai bem com um café da Old Town Coffee, uma cafeteria famosa estilo Starbucks que tem por toda a Malásia e é bem boa (com preços populares, tem até em bairros mais povão) para experimentar o white coffee, a mistura malaia de café que é uma delícia! Pesquisamos aqui e descobrimos que ele é feito com grão de café tostado em margarina e adoçado com leite condensado. Ok, acho que é por isso que era tão bom.

[do action=”caio”]e gordo né! Tomamos o teh tarik também, mas achei uma droga de amargo, argh :-([/do]

Gostamos muito de ter visitado Kuala Lumpur, foi uma visita rápida de 4 dias mas cheia de atividades! Se tivéssemos mais dinheiro, teríamos subido nas Petronas, visitado o aquário deles que é simplesmente inacreditável (pelas fotos, você passa em túneis dentro dos áquarios e tem tubarões) e talvez até as Batu Caves, umas cavernas com templos que ficam próximas à cidade. Mas mesmo não tendo muita grana, a diversidade cultural de KL chama tanta atenção que simplesmente passear pelas ruas fez da cidade um destino especial. Se não tivéssemos encontrado o malaio naquele final de tarde, no alto das montanhas do Nepal…

Jardim Botânico de KL, difícil de chegar mas um paraíso verde no centrão

Jardim Botânico de KL, difícil de chegar mas um paraíso verde no centrão

Aniversário especial em Koh Phi Phi

Sem comentários

As ilhas Phi Phi são, sem dúvida, as ilhas mais famosas da Tailândia. Muito por conta do filme A Praia com o Leonardo Di Caprio ainda jovem. Nenhuma das ilhas é grande, na verdade são minúsculas se comparadas com Koh Lanta, e a concentração de pessoas, restaurantes e hotéis fica mesmo em Koh Phi Phi Don, a única ilha habitada do arquipélago. As demais ilhas são visitadas somente durante o dia.

Koh Phi Phi Don, a ilha principal vista do mirante

Koh Phi Phi Don, a ilha principal vista do mirante

A viagem de barco de Koh Lanta a Koh Phi Phi Don demora perto de 2 horas, e não reservamos hospedagem com antecedência. Os preços de hospedagem no Hostel World estavam altíssimos e as notas dos locais terríveis, então resolvemos arriscar e chegar lá no susto, pois desde que chegamos na Tailândia as abordagens dos agentes nos portos, terminais de ônibus, etc têm funcionado muito bem e garantido boas negociações justas. E assim foi!

Pisamos no píer e já veio um agente oferecer um lugar bacana, mas que estava acima da nossa expectativa de preço. Ele então nos levou até o tourism office na entrada da ilha e apontou para uma parede onde estavam colados cartazes com fotos e preços de literalmente mais de uma centena de opções de hospedagem, começando em 600 bahts e indo ao infinito e além. Apontávamos para a que queríamos, o moço ligava e confirmava a disponibilidade, quando encontramos o que queríamos ele ligou para o hotel e 5 minutos depois veio uma pessoa para nos acompanhar até lá e levar nossa bagagem em um carrinho. Simples assim!

Encontramos um quarto por 700 bahts (22 dólares) com café da manhã incluso e desconto de 10% em massagens no spa deles. Um achado se for comparar com o que dizem no Wikitravel e Hostel World, ponto pra nossa insistência! Se tivéssemos passado reto e ido procurar um lugar para ficar por nossa conta talvez até encontrássemos uma oferta um pouco mais baixa, mas considerando que a ilha estava cheia e o calor que estava fazendo tava demais, achamos que 700 bahts estavam super bem pagos, afinal a ida até lá foi um presente pro meu aniversário :-)

Vista de dentro d'água (ultra rasa) pra praia em que ficamos

Vista de dentro d’água (ultra rasa) pra praia em que ficamos

Koh Phi Phi Don é bem mais movimentada que Koh Tao e Koh Lanta. Muita, muita gente nas ruas estreitas, restaurantes de todas as culinárias imagináveis, centenas de agências de turismo, casas de massagem, barraquinhas de presentes, artesanatos, etc. Bem o que a gente imaginou encontrar por lá por ser turística. A ilha não tem transporte motorizado (só os barcos) e é preciso dividir espaço com as bicicletas dos locais que buzinam insistentemente tentando se locomover em meio à galera. A regra é simples: está à pé é turista, está de bike é local.

Os preços de alimentação não são tão exorbitantes, tomada a devida dose de cuidado pra não entrar em um local muito ocidental e cheio de gringos, que é óbvio que vai ser caro. É possível achar restaurantes bons com preços pagáveis, e foi ali que finalmente matamos nossa vontade de comer peixe! Por 5 dólares um peixão bonito que alimentava tranquilamente uma pessoa, coisa que não encontramos em nenhuma das outras ilhas!

Chegamos já no final da tarde e fomos direto conhecer a praia de Loh Dalum Bay. Era final do dia e a maré estava alta, achamos uma praia bonita mas nada de excepcional. No dia seguinte fomos para a mesma praia de manhã e levamos um susto! A paisagem havia mudado completamente, pela manhã a maré fica bem baixa, o mar recua e vira uma piscininha de água cristalina e morna, uma paisagem linda de se ver e uma delícia pra curtir! É bem calminho e dá pra ficar horas boiando lá.

Um barco afundado na praia olhando pra Loh Dalum Bay

Um barco afundado na praia olhando pra Loh Dalum Bay

A praia de Tonsai Bay, onde fica o píer, é bonita e tem uma vista legal das rocas da ilha, mas achamos meio suja pela quantidade de barcos chegando e saindo. Pra nadar não é a mais legal, mas dá pra passar um bom tempinho por ali. Ah, e se quiser ter uma visão bem legal das duas praias e da ilha, vale a pena pagar os 20 bahts e subir nos dois mirantes a caminho de Rantee Beach, a vista é linda! Falar de Koh Phi Phi e não usar a palavra “paraíso” não pode né!

[do action=”caio”]objeção! Paraíso mesmo é Koh Lanta, Koh Phi Phi é o nordeste brasileiro na Tailândia e só[/do]

No dia do meu aniversário fizemos uma coisa que não fazemos quase nunca, compramos um passeio turístico para conhecer e fazer snorkeling em Koh Phi Phi Lee, onde fica Maya Bay, a tal praia famosa do filme. Passamos pela Viking Cave, uma caverna enorme em uma das encostas da ilha, e logo depois paramos em Pileh Bay para fazer snorkeling. O cenário sem si já é um paraíso, a cor da água é um azul inexplicável e cristalino, e já da superfície já dá pra ver os corais e alguns peixes coloridos lá em baixo. Quando eu e o Caio afundamos a cabeça pela primeira vez a gente voltou rápido pra fora da água e soltamos uma risada, foi até engraçado! São muitos cardumes, muitos peixes coloridos, alguns que já tínhamos visto em Koh Tao e outros totalmente novos! Corais lindos! Foi muito legal, pena que não tínhamos mais dinheiro para fazer mergulhos de tanque, pois pela concentração de peixes ali as vistas devem ser animais. O Caio até achou um kit de máscara e snorkel preso num dos corais e mergulhou pra pegar, tava novinho, e além de fazer uma boa ação agora temos um kit de snorkeling.

Passando pelas cavernas à caminho de Maya Bay

Passando pelas cavernas à caminho de Maya Bay

Infelizmente essa foi a única parada para snorkeling durante o passeio, achamos que íamos descer novamente em Loh Samah Bay, mas o barco acabou só entrando na baía para visitarmos e tirarmos umas fotos, sem mais snorkeling naquele dia. Depois de Loh Samah Bay chegou a hora de conhecer Maya Bay, e vamos falar a verdade: o lugar é maravilhoso, realmente um paraíso, mas é preciso imaginação pra conseguir visualizar o local vazio e paciência pra conseguir tirar uma boa foto.

:-D

:-D

Poucas pessoas visitam Phi Phi e não vão até lá, o local é bastante famoso e totalmente lotado de turistas! Na minha opinião, Dani, vale totalmente a visita, mas já tem que ir esperando isso pra não se estressar!

[do action=”caio”]já dá pra imaginar que na minha opinião NÃO vale a visita né?[/do]

Bronze tailandês

Bronze tailandês

Terminamos nosso passeio passando pela Monkey Beach, que é isolada e habitada apenas por dezenas de macaquinhos. Fomos avisados para tomar cuidado porque eles são agressivos, tem bastante incidência de pessoas procurando atendimento médico devido a mordida deles. Nos disseram que eles mudaram o comportamento e passaram a atacar as pessoas depois da tsunami de 2004, pois ficaram chocados ou coisa assim. Triste! E triste também foi a nossa saída da praia dos macacos, quando o nosso barco ficou enroscado em um dos enormes corais que tem próximo à praia e o capitão, nervoso e sem paciência, ficou indo para frente e pra trás com o barco, batendo no coral, até o barco se soltar… isso aconteceu mais de uma vez durante o nosso passeio, fora as jogadas de âncora nos corais, imagine isso ao longo de anos com as centenas de barcos que fazem o mesmo trajeto diáriamente… foda!

Barcos em Maya Bay (o nosso é o da direita)

Barcos em Maya Bay (o nosso é o da direita)

O passeio custou 400 bahts (12.6 dólares) por pessoa, e durou perto de 4 horas. Para descer em Maya Bay é preciso pagar mais 100 bahts (3.3 dólares), mas se quiser pode esperar no barco pra economizar.

Cor absurda da água (as sombras são corais)

Cor absurda da água (as sombras são corais)

Depois de tudo isso, não podia faltar experimentarmos a famosa massagem tailandesa! Pagamos 150 bahts (menos de 5 dólares) por meia hora e sem happy ending pro Caio, hehe. Eles oferecem todo tipo de massagem por lá, mas escolhemos a técnica local, que é uma mistura de massagem pressionadora e alongamentos, tudo faz crec e crac o tempo inteiro. Nós gostamos tanto que no final estávamos considerando pular uma refeição pra poder fazer de novo, de tão bom que foi! :-P

Nunca estávamos sozinhos, todo mundo quer um pouco do paraíso

Nunca estávamos sozinhos, todo mundo quer um pouco do paraíso

Depois desses três dias maravilhosos, encerramos nossa temporada de praias pela Tailândia! Foram 25 dias que passaram voando, foi difícil dizer tchau mas o resto da Ásia ainda nos espera.

Tchau, Tailândia!

Tchau, Tailândia!

Paraíso de Koh Lanta (e paradinha em Krabi)

Sem comentários

Depois de tirarmos nossa certificação de mergulhadores e passarmos 10 dias descansando na ilha de Koh Tao, era hora de… mais praia! Em vez de seguirmos para a turística ilha de Koh Samui, vizinha de Koh Tao, preferimos diversificar e conhecer outra parte do país, e a escolhida foi a ilha de Koh Lanta.

Praia exatamente em frente onde estávamos em Koh Lanta, dia típico sem nuvens e sol bom!

Praia em frente onde estávamos em Koh Lanta, dia típico sem nuvens e sol bom!

O único probleminha é que para isso precisaríamos cruzar a Tailândia de costa a costa, saindo do Golfo da Tailândia para a região do mar de Adaman, no sudoeste. Fizemos muita pesquisa online e tínhamos já esquematizado na nossa cabeça um caminho lógico e quanto mais ou menos isso custaria. A nossa surpresa foi descobrir que o nosso hotel vendia um bilhete combinado de Koh Tao direto para Koh Lanta pela empresa Songserm (que opera no país todo pelo jeito), por um preço que surpreendentemente batia com nossa expectativa de custo para os trechos isolados. Parecia bom demais pra ser verdade, mas resolvemos arriscar.

Não poderíamos ter feito escolha melhor. O bilhete combinado deles incluía tudo, tudo mesmo! Táxi até o porto de Koh Tao, barco até o porto de Surat Thani (com 3 paradas), ônibus até Krabi, táxi até o hotel para dormir em Krabi, no dia seguinte táxi até o porto de Krabi, van até o porto da balsa pra Koh Lanta, e a mesma van nos deixou na porta da nossa pousada na ilha sul de Koh Lanta. Pagamos 36 dólares por pessoa para um serviço de porta à porta impecável!

Pra fazer toda essa maratona tivemos que passar uma noite em Krabi, e foi um ótimo lugar para um pit stop. A cidade é grande, parece menos turística que Bangkok ou as ilhas, e o centro, onde ficamos, é repleto de lojinhas, restaurantes locais e barraquinhas de comida de rua. Não sabemos explicar o porquê, mas achamos que a cidade lembra muito cidades brasileiras. Bangkok já nos lembrou muito São Paulo, e Krabi lembrou muito algumas cidades litorâneas. Sei lá porque, talvez pelo desenho das ruas, os tipos de construções, o tipo dos camelôs e calçadas, a aparência geral. O “look and feel” é muito de cidade brasileira, mas com asiáticos nela. E um templo branco enorme e bem bonito, mas isso é um detalhe…

O detalhe...

O detalhe…

No centro de Krabi, próximo aos semáfaros decorados com estátuas dos homens das cavernas, acontece todos os dias uma feira de comidas baratíssimas e saborosas. Tem desde pratos prontos de arroz com porco, pad thai, arroz frito, friturinhas como rolinhos primavera, espetinhos de tudo quanto é tipo (o Caio provou um que era uma lula inteira), panquecas, pães, frutas e sucos fresquinhos. Foi lá que eu finalmente pude provar a popular dragon fruit, ou pitaia em português, que depois eu descobri que apesar de popular no sudeste asiático é originária da América Latina e é uma fruta de cacto que tem no Brasil!

Feirinha de Krabi

Feirinha de Krabi

Conhecemos um casal de brasileiros no barco saindo de Koh Tao, e eles nos acompanharam até Krabi e ficaram na mesma pousada que a gente. Eles também estão viajando por aí depois de terem ficado uns meses estudando em Londres e foi muito bacana passar a noite conversando e trocando impressões sobre os lugares comuns por onde passamos. No dia seguinte tivemos que nos despedir, pois nós iríamos pra Koh Lanta e eles para a turística Koh Phi Phi, que até então não estava nos nossos planos. Mais sobre isso adiante!

A chegada em Koh Lanta veio com um alivio muito bom. Estávamos querendo uma ilha não muito movimentada para passar uns dias tranquilos já que a Tailândia é uma grande balada festeira disfarçada de país, mas estávamos com medo que isso implicasse em poucas opções de lugares para ficar ou comer e consequentemente preços mais altos. Que nada! Sem fazer muito esforço, encontramos um lugar com bangalôs de bambu completos alguns metros da areia à 10 dólares! Não tinha luxo, mas tinha uma cama confortável com mosquiteiro, internet grátis, um chuveiro quente e uma varandinha massa com cadeiras pra passarmos o tempo como desejássemos :-)

Vista do bangalô no fim do dia

Vista do bangalô no fim do dia

[do action=”caio”]à propósito, wifi na Tailândia é um absurdo de rápido e funciona bem em qualquer buraco, tá louco, banda larga na beira duma ilha baixando torrents o dia todo[/do]

Ficamos em Long Beach (junto de Phra Ae), a maior praia da ilha sul. Uma praia longa com bastante areia branca e um mar azul, calmo e quase sem ondas (que quando aparecem às vezes quebram até pra trás, veja aqui), e foi onde passamos a maioria dos nossos dias. Graças a esse mar calmo o Caio pode me dar umas aulas de natação. Eu sempre gostei do mar, mas tinha pânico de colocar a cabeça embaixo d’água e, com um pouquinho de aulas por dia eu fui acostumando e aprendendo a nadar. No último dia eu, Dani, já tava até plantando bananeira. Que evolução! :-)

Mãe, olha eu!

Mãe, olha eu!

O mar de Long Beach é bom porque é fundo e gostoso de ficar nadando, o único problema são as águas-vivas no final do dia. Deu quatro da tarde é começar a sentir queimadas na pele, mas dá pra aguentar, são minúsculas e o paraíso do lugar compensa. Passeamos pouco pela ilha, pois ela é grande e queríamos fazer apenas trechos em que pudéssemos ir à pé, nosso objetivo era relaxar e não fazer turismo desenfreado.

dd

Finalzinho da Long Beach

Em um dos dias andamos até a praia Hat Khlong Dao, mais ou menos 1 hora andando, pois parecia ser uma praia legal pra passar o dia, mas não gostamos muito porque a água é super rasinha, não chega nem nos joelhos e é cheia de pedras com milhares de filhotes de caranguejos na beira. Íamos matá-los sem querer até, não pareceu um bom lugar pra ficar. A parte boa foi que no caminho pra ela acabamos encontrando uma feira de comidas locais repleta de frutas, frutos do mar, verduras e comidinhas frescas e baratíssimas! Comemos um milho cozido que entrou pra nossa lista de melhores comidas da viagem! Ficamos empolgadíssimos com essa opção e voltamos lá no dia seguinte (e olha que era longe), só que descobrimos que ela só funciona na segunda-feira, foi sorte de termos ido lá justo no dia, mas só uma vez, pena…

Falando em comida, comparando com Koh Tao estivemos muito bem servidos em Koh Lanta! Os preços são bem mais baixos e, se estiver a fim de andar, dá pra achar boas barganhas. Perto da nossa pousada tinha um restaurante super simples, tocado por mãe e filha, que faziam uma comida bem preparadinha e os pratos custavam 1 dólar e meio, e um copão de batida de fruta natural por outro 1 dólar. Viramos clientes desde o primeiro dia!

[do action=”caio”]puta merda, ah aquele frango sweet & sour, e o suco de maça![/do]

Caminho diário

Caminho diário, tuk-tuk de guarda

Conhecemos também a praia Klong Khong, uma prainha pequena mais isoladinha onde passamos uma tarde bem gostosa, mas decidimos não voltar nos outros dias porque a nossa é de longe a melhor praia. Que sorte :-)

[do action=”caio”]sorte é um restaurante duns suecos inaugurar na nossa chegada e termos um jantar chique de graça, com luz de vela e música ao vivo na areia :-D[/do]

Foi um total de 12 dias maravilhosos em Koh Lanta. A gente fica pensando no que fez dessa ilha tão especial pra gente, e por que 12 dias passam tão rápido que nem percebemos. Estando longe de casa por tanto tempo, rotina começa a fazer falta, e levei um susto como percebi o quão rigidamente seguimos a rotina que, sem querer, criamos naquela ilha. Parece louco dizer isso, que rotina faz falta, mas acompanhe comigo… acordávamos todos os dias no mesmo horário (o Caio lá pelas 8 já tava de pé); eu saía parar caminhar enquanto o Caio nerdeava no computador; depois íamos para o mar até perto do meio dia; almoçávamos quase sempre no mesmo lugar da mãe e filha; à tarde tinha a hora de comer uma fruta; depois mais praia com o sol já mais baixo; depois a hora do banho e o jantar; à noite assistíamos um filme e íamos dormir. Querendo ou não isso traz um conforto, o corpo relaxa, é só seguir o fluxo! Tem rotina mais doce que essa? :-)

[do action=”caio”]tudo bem que nossa rotina era basicamente comer muito, ir no mar e se bronzear, comer mais e dormir[/do]

Agora a coisa ficou séria: ISSO sim é um pôr-do-sol!

Agora a coisa ficou séria: ISSO sim é um pôr-do-sol!

Quando já estávamos nos preparando para deixar essa vida de praia e seguir viagem, minha mãe me deu um presente de aniversário direto na minha conta bancária pra eu escolher aí sim o presente que quisesse. Não pensei duas vezes e tratei de convencer o Caio a visitar a famosa e badalada Koh Phi Phi. A gente já tinha pensado em dar uma passada por lá para conhecer as praias paradisíacas que a cercam, mas quando começamos a consultar os preços de hospedagem e alimentação por lá acabamos desistindo, não teríamos dinheiro para isso. Mas os planos mudaram de novo!

Posts anteriores