Feliz 2014!

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Chegou a hora de dar tchau pra 2013, um ano que pra gente foi inesquecível. Foi o ano de realizar o que ficou na cabeça e no papel por muito tempo, de conhecer lugares onde nunca imaginamos estar, de realizar sonhos e de aprender muito!

Mas o melhor de tudo é que 2014 está chegando novinho em folha, pra gente fazer dele o que quiser. Já que é hora de renovar os votos, pra todo mundo que deu uma passada por aqui esse ano, para 2014 desejamos…

Que tenha fartura…

Caio devorando um sanduichezinho em Sorrento, na Itália

Caio devorando um sanduiche humilde em Sorrento, Itália

…mas também saiba ser criativo nas dificuldades.

Sanduíche de ovo era o que tinha pra comer em Lauterbrunnen, Suíca.

“Sanduíche de ovo” era o que tinha pra comer em Lauterbrunnen, Suíça.

Que faça novos amigos.

Dani e Jorda, nosso colega de quarto em Johanesburgo, África do Sul

Dani e o Jorda, o lobo da nossa couchsurfer em Johanesburgo, África do Sul

Que tenha tempo pra relaxar…

Curtindo o descanso e a vista em Plettenberg Bay,  África do Sul

Curtindo o descanso e a vista em Plettenberg Bay, África do Sul

… mas que não falte ânimo pra chegar o quão alto quiser chegar!

Caio e Dani a 5.419m no Thorung La Pass, no Nepal

Caio e Dani à 5.419m em Thorung La, Nepal

Que se permita ser meio bobo às vezes.

Caio curtindo uma água de coco em Siem Reap, Cambodia

Caio curtindo uma água de coco em Siem Reap, Cambodia

Que tenha coragem sempre que precisar.

Dani atravessando o precipício a caminho do Tilicho Lake, no Nepal

Dani atravessando o precipício a caminho do Tilicho Lake, Nepal

Que não tenha medo de experimentar coisas novas.

Um bichinho no nosso Pad Thai em Bangkok, na Tailândia

Um bichinho no nosso Pad Thai em Bangkok, Tailândia

Que vença medos de infância.

Dani faceira plantando bananeira em Koh Lanta, na Tailândia

Dani faceira pela primeira vez plantando bananeira em Koh Lanta, Tailândia

Que realize algum sonho.

Dani saltando para o primeiro mergulho em Koh Tao, Tailândia

Dani saltando para o primeiro mergulho em Koh Tao, Tailândia

Que conheça lugares famosos…

dani e Caio no Musou do Louvre, em Paris, França

Dani e Caio no Museu do Louvre em Paris, França

…mas também paraísos escondidos.

A praia linda, isolada e vazia de Agia Theodotis na ilha de Ios, da Grécia

A praia linda, isolada e vazia de Agia Theodotis na ilha de Ios, Grécia

Que saiba improvisar!

A bota abriu no meio da trilha no Nepal? Silver Tape nela!

A bota abriu no meio da trilha no Nepal? Silver Tape nela!

Que finalmente comece a malhar…

Caio provando que é forte nas Pirâmides de Giza, no Egito

Caio provando que é forte nas Pirâmides de Giza, Egito

…ou que finalmente comece aquela dieta.

Lanchinho da tarde em Avignon, na França

Lanchinho da tarde em Avignon, França

Que veja que o melhor da vida é de graça! Seja uma paisagem…

Matheson Lake, Nova Zelândia

Mount Cook e seu reflexo no Matheson Lake, Nova Zelândia

…ou dormir de conchinha!

Luffy e Nesquick, nossos colegas de quarto em Barcelona, na Espanha

Luffy e Nesquick, nossos colegas de quarto em Barcelona, Espanha

Que contemple.

Caio no alto da Table Mountain, na Cidade do Cabo, Áfica do Sul

Caio no alto da Table Mountain na Cidade do Cabo, Áfica do Sul

Que sinta.

Dani no templo de Philae, em Aswan, no Egito

Dani no templo de Philae em Aswan, Egito

Que tenha companhia pra dividir tudo isso!

Lake Taupo, na Nova Zelândia

Lake Tekapo, Nova Zelândia

Que ame… ame muito.

Smack no Tilicho Lake, Nepal

Bitoca no Tilicho Lake, Nepal

E por fim, que nunca se esqueça do mais importante…

Nosso presente de partida que está guardando nos esperando em Curitiba :)

Nosso presente de despedida que tá nos esperando em Curitiba, Brasil :-)

Feliz 2014! :-)

Ano novo de bicicleta por São Francisco!

Ano novo de bicicleta por São Francisco!

Como e o que vimos cruzando a ilha sul da NZ

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Esse post vai ser mais fotos e paisagens do que texto, mas vale a pena mencionar a trabalheira que foi cruzar a ilha sul da Nova Zelândia. Foi uma correria em 8 dias, sendo que desses 4 foram viajando entre cidades e vilas com ônibus comum e ferry e saindo de avião. Pauleira que só aguentamos porque não tivemos dinheiro pra um carro nosso e o tempo era curto, ônibus dominou geral. Queríamos visitar uma das geleiras do país, e fizemos um ótimo passeio! Conhecemos um pouco de cada lado da ilha, todos os lados mesmo, mas ao mesmo tempo nenhum extremo geográfico delas. Não fomos até Milford Sound, nem até Invercargill ou Nelson, por exemplo. Fomos de Wellington, na ponta da ilha norte, até Picton na ponta oposta da ilha sul. De lá fomos até Christchurch, que não pareceu destruída por terremoto como nos falaram. Então cruzamos as paisagens mais bonitas de estrada que já vimos até Queenstown e de lá subimos até a geleira Fox. No mapa da Nova Zelândia, se desenhar uma linha no formato de um anzol ficará bem parecido com o caminho que fizemos pelo país… e isso aqui foi o que vimos na ilha sul, bem resumidamente :-)

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Sombra bonita na água azul mentira do Lago Wakatipu

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Panorâmica do alto do teleférico em Queenstown

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Geleira Fox! Fomos até o meio, mais próximo do paredão que do terminus

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Monte Cook na panorâmica do Lago Matheson

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Paisagem rural meio típica, sempre há ovelhinhas

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“Corre pra aparecer na foto também, olha o timer!”

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Lagarteando no centro de Queenstown

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Lago Tekapo, absurdamente cristalino e lindo

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Paisagem em volta do Lago Tekapo

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Cachoeira do Thunder Creek

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Possivelmente o Lago Wanaka

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Quando o motorista não parava pra fotos, o jeito era tirar de dentro do ônibus

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Cruzando o mar de Wellington até Picton

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Caminho de Christchurch até Queenstown… após Geraldine?

Jornada pela NZ em busca de uma geleira

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E la fomos nós atravessar a ilha sul toda da Nova Zelândia só pra andar sobre uma geleira! Desde quando conhecemos um rapaz no meio da viagem ficávamos pensando em qual iríamos. Muitos meses atrás ele nos recomendou ir nas duas que há no país, Fox e Franz Josef, mas só teríamos tempo e dinheiro pra uma delas e não sabíamos qual escolher.

Problema resolvido, visitamos a geleira Fox :-)

Problema resolvido, visitamos a geleira Fox :-)

O ruim da Franz Josef é que pra andar no gelo você precisa aterrisar nele de helicóptero, não dá pra ir andando, então ficou proibitivo pra dois mochileiros com fome. Fomos pra Fox mesmo, e a vila que serve de base pra quem vai lá é tão pequena que é só uma “avenida” e por acaso essa “avenida” é a rodovia nacional deles. Mas é bem fofinha :-)

Nossa saída com a única empresa licenciada pra operar na geleira era de manhã bem cedo, mas acordamos com o tempo incrivelmente feio, chovendo, frio etc. Na hora nos deram a opção de remarcar pro dia seguinte, e assim fizemos depois da super Dani checar no celular com o resto de bateria que tinha que a manhã seguinte seria de sol forte. Era isso, prometendo bem até, ou ir na chuva mesmo e com risco de não entrar no gelo. Foi uma correria conciliar todas as mudanças de horários e datas, não tínhamos onde dormir no dia seguinte, o albergue em Queenstown pra volta teve que ser cancelado etc, uma zona, mas deu certo e compensou.

Como a saída pra geleira seria agora à tarde, aproveitamos o novo tempo livre que surgiu e fomos pela manhã fazer uma caminhada até o Lago Matheson, de onde dá pra ver o Monte Cook todo com neve. Foram 12 km de ida-e-volta e quando chegamos não achamos tão espetacular a vista porque tinha brisa e a água do lago se movia muito. Cinco minutos depois parou tudo e fez um espelho na água pra se ver as montanhas que foi demais!

Vista do primeiro mirante no Lago Matheson

Vista do primeiro mirante no Lago Matheson, e Monte Cook no fundo

Engraçado que em nenhum lugar achamos dica pra ir no lago, ninguém se importa muito, é uma caminhada bem tranquila mas todos que até vão lá vão de carro e não se importam muito não. Isso faz pensar no quanto perdemos pela Nova Zelândia por não haver informação decente e acessível sobre como ir e ver e fazer coisas sem automóvel.

Já indo pra gelo gostamos bastante da organização e preparo do pessoal que cuida das trilhas e passeios na geleira Fox. São todos engraçados, emprestam todo tipo de equipamento e roupas, e até mochilas impermeáveis te dão pra levar suas coisas já que ali é onde mais chove no país todo, por isso as geleiras são tão grandes e se movem tanto. Falando nisso, há nas paredes deles fotos da geleira de vários anos, e hoje está bem menor que há 10 anos atrás, mas dizem que no topo ela tá em uma época de crescimento, mas o gelo demora pra descer. Dizem que daqui 10 ou 15 anos ela estará imensa novamente.

Pra eles isso é pouquinho gelo...

Pra eles isso é pouquinho gelo…

Foram só 15 minutos de ônibus até a entrada do parque. Originalmente onde hoje é o estacionamento é onde o gelo terminava, mas agora se tem que andar um pouco até o terminus, como chamam. Na concentração pra começar a caminhada a guia com picareta na mão explicava que ali é uma área de desabamentos e quais cuidados deveríamos ter etc e na mesma hora ouvimos um estrondo altíssimo. Na borda da montanha atrás da gente, do outro lado do rio, começou a desabar e rolar pedras e algumas eram enormes! Resquícios do gelo que sustentava as montanhas antigamente e que não está mais ali! Teve bastante poeira e foi animal de ver, principalmente por não ter sido nas nossas cabeças, e deu pra entender a seriedade do aviso da guia que também ficou impressionada.

Parece pequena né? Ache as pessoas pra ver a escala...

Parece pequena né? Ache as pessoas pra ver a escala…

Leva-se 1 hora andando pela base do vale onde tinha gelo até o terminus atual, e na entrada pra parte congelada te emprestam bastões de caminhada e grampos de metal pras botas. Pra quem andou sozinho no Nepal por lugar bem mais perigosos, é bem estranho alguém segurar sua mão pra atravessar três pedras sobre uma poça d’água :-)

Quando se finalmente pisa no gelo, dentro da geleira mesmo, é que se dá conta do tamanho do lugar. É bem maior que parece. A geleira Fox da NZ, pra terem idéia, tem 13km e é alimentada por outras quatro geleiras até chegar praticamente “na praia” em termos de geleiras. É muito baixa, incrível. O tal Lago Matheson que visitamos antes de ir lá, foi formado no final da última era glacial quando a geleira retrocedeu, e é muito longe dali! A velocidade com que ela se desloca é bem rápida, avançando mais de um metro por semana. Ela e a geleira Franz Josef são umas das geleiras mais rápidas que tem, às vezes 10x mais rápidas que geleiras normais, por isso foi tão incrível andarmos sobre a Fox :-D

Uma rocha monitorada que vem rolando geleira abaixo 9 metros por ano

Rocha enorme monitorada, rola geleira abaixo 9 metros por ano

As bordas do gelo são meio sujas pelo pó resultante do atrito entre pedras e dos desabamentos. É bem legal o padrão de poeira que deixam no gelo, às vezes se amontoam e o sol vai derretendo o gelo em volta do monte de pó cinza de pedra. Como ele não derrete porque o pó protege o gelo abaixo, a geleira tem regiões de “formigueiros” de pó e gelo, bem curioso.

Andamos por cerca de 1h30min no gelo, a guia até reforçava degraus com a picareta dela, já que segundo ela em 2 dias os degraus somem pelo movimento do gelo se não fizerem isso todo dia. Vimos muitos buracos de azul cintilante e profundos demais, com água caindo pra dentro até a base da geleira e por onde escoa até virar o rio que acompanhamos andando na trilha inicial. E ah, até tomamos dessa água! Absurdamente gelada, tanto quanto nas montanhas da Suíça e Nepal quando experimentamos, bem refrescante.

Na borda do gelo com a "trim line" pra fazer um vídeo

Na borda do gelo com a “trim line” pra fazer um vídeo

As pessoas do nosso grupo de trilha pela geleira não pareciam estar se divertindo muito pela falta de perguntas pra guia ou sorrisos ou até empolgação em andar por ali. Todo mundo com cara meio de cú. Nós dois estávamos achando o máximo tudo o que viamos, e eu, Caio, sorria sozinho o tempo todo. Devo ter sido a alegria da guia já que ninguém interagia com a empolgação dela hahah. Dani tava maravilhada, se sentia na muralha de gelo do Game of Thrones até, tirou foto em todos os cantos possíveis e falava “the winter is coming” de tempos em tempos :-)

Dani num dos buracos azuis sem fundo

Dani na entrada de um dos buracos azuis sem fundo

De volta no albergue no fim do dia conhecemos um alemão que tava sem grana e foi até lá só pra fazer uma trilha de graça e ver a geleira de longe. Tentamos explicar o que fizemos e convencer ele a não perder a oportunidade, que gastasse o que pudesse. É muito emocionante andar por cima e por dentro de uma maravilha natural como essa. Compensa com folga os 100 dólares por pessoa que pagamos na trilha de apenas algumas horas, a mais baratinha e simples de todas. Se tivéssemos mais dinheiro pra rasgar certamente faríamos um passeio de mais horas com direito a pousar de helicóptero quase na origem da geleira lá no alto. Foram 3 longos dias seguidos em ônibus até chegar na geleira Fox, mas valeu a pena demais, demais mesmo.

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